terça-feira, 1 de março de 2011

AMOR EM RÉ MENOR

Sou uma nesga de tempo projectada no desmesurado do Tempo
Meteorito em noite de estrelas cadentes
Madrugada de um dia que muito longe se anuncia
Mergulho no mais fundo de mim rondando a morte
Constelação sem estrelas, dormente

Sou um pedaço de mim que rasgou o tempo
Por fresta aberta no inicial magma
Rajada de vento que num momento
Serenou, pacificou, sem perda do fôlego

Sou mais forte do que eu, eu sei que sou
As minhas contas ultrapassei há muito
Perguntando-me se vou, sem saber se vou
Atrevo-me por caminhos não percorridos
Mais que em coragem invisto na suave brisa

Deixei de ser pedaço desse tempo sem medidas
Inteiro passei a ser cioso da inteireza
Vislumbrei constelações ainda ocultas
Pressenti por detrás do inicial meteoro
Acesas, incandescentes brasas
Do em ré menor, eternamente buscado amor

Antonius

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