quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Uma qualquer roupagem


Já tive pétalas de peixe
e guelra de fina flor
Tive bigodes de pássaro
asas de nobre felino
Cauda de borboleta
escamas de cão de água
e olhar de girassol
Já libertei bolhas d´água
fui essência do amor
Em Janeiro subi ao telhado
voei em sonhos rasantes
Travesti-me de mil cores
Ladrei em sons rastejantes
fui semente em campo d´oiro
Já fui homem, já fui bicho
fui mulher, como se quer
Minha alma é qualquer coisa
não se nega a quase nada
É tudo o que Deus quizer
seja qual for a roupagem
Estou para o que der e vier

2 comentários:

Eduarda disse...

Nanda,

as tuas roupagens são de alma inquieta, onde nos perdemos em tanto sentir.

bj

Luiz Sommerville disse...

Nanda , palavras para quê ? É(s) uma poeta portuguesa , de verdade !

Bjs