quinta-feira, 14 de outubro de 2010

CONDOR GENUÍNO

O cérebro ficara-te em estado de sítio incolor e sentiras o odor das manhãs cansadas do inverno. Escapara-te na tela a própria vida por entre dois dedos de bailarina em flor num rodopio de libertação em curtos excertos líricos ao expoente do silêncio aprisionado em ti ao cair da noite.

Eu, cedo descobrira em sombras urbanas denunciada uma verdade bem cruel e o trágico fintar dos passos dos deuses pelo olhar oblíquo que trespassa os meses vagueando por lugares de alma de cá para lá galopando sem mãos numa introspecção decrépita povoada pela morte duma fina flor de fado.

Condor genuíno estás presente dos dias aqui e se por trás do néon das clareiras de vidro ouvires o seu nome então dirás…

…Amor, trago-me no fim para pensar, trago-o no corpo a cada rasto, a cada medo de o não ter de mim. De brancura em silêncios de ti estrebucho no leito da morte. O mundo fundiu-me de tédio e tu de filigrana muito fina e eu voltarei a dormir, tic - tac dormir. O meu corpo presente acabar-se-á entre delírios e firmamentos de nós. Agora e sempre que pronunciarem o teu nome apenas direi… Amor

1 comentário:

Eduarda disse...

Alberto,

Swvo hoje demasiado sensível, para um texto destes me ter tocado tanto.

bj