terça-feira, 26 de outubro de 2010

Há no silêncio

No silêncio das palavras, que grito o sentimento
Da dor do corpo, petrifica a alma...
A mente em bloqueio, inóspito pela razão
Que escasseia,
À primeira vista
À segunda vista
Ao pensamento mais estudado e aprofundado
Desconhecida...

Há no silêncio a dor, a escuridão, e esperança
Que viajou sem hora para regressar.

Há no silêncio as palavras que não foram ditas
Pela obrigação do encorajamento.

Há no silêncio o olhar nos olhos, lânguido
A resignação à realidade, a angústia.

Há no silêncio a força que findou
Aos pés do pedido de socorro.

Há no silêncio o princípio e o fim
O regresso após esta passagem.

No silêncio


Clarisse Silva

4 comentários:

Eduarda disse...

Clarisse,

No silêncio tudo impera, tudo nos petrifica.

Belo...gostei de ler.

bj

Luiz Sommerville disse...

Clarisse , sim "Há o silêncio" ! Embora a tua poesia o rasgue e , delicadamente a voz .

Beijos

Clarisse Silva disse...

Olá Eduarda,

No silêncio muitas vozes gritam...
Obrigada.
Beijo,
Clarisse

Clarisse Silva disse...

Olá Sommerville,

Agradeço-lhe o comentário. Belo.
Beijo,
Clarisse