terça-feira, 26 de outubro de 2010

Dor de mim

(imagem google)

Esse som que se arrasta incólume
Essas gotas de orvalho miudinho
Esse deslocamento da retina
Em frente ao sol maior
Esse lado obscuro do silêncio
Esse marasmo
De se entregar ao medo
E enfrentar a nova corrente
Sobre um corpo molhado

Esse toar revelador
De silêncios antigos
Um afago pela manhã
Sempre que a noite
Se vai de mansinho
E a dor de mim
Por não me sentir
A cair num abismo
Longe, tão longe
Quanto o meu sonho
A quebrar todos os cansaços

1 comentário:

Eduarda disse...

Dolores,

que dizer desta dor feita silêncio tão intenso, tão magoado.

adorei...como sempre.

bj