sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Cascata de emoções


Na alvorada dos meus dias mansos
agitam-se-me as águas brandas
numa cascata de emoções
Nos abraços com que me enlaças
e enterneces a pedra
que vive no meu coração
Sabes porque me encanta o teu sonho?
porque ele é meu também
Nele os anjos, alvos de esperança
tocam liras e alaúdes de candura
Entoam cânticos de paz
clamando a luz do amor
Nele flutuo contigo
quebra-se-me o gelo da alma
num almofariz de ternura
Se o poema é parco nas palavras
carece de um sorriso teu
para tomar forma e textura

1 comentário:

Colecionadora de Silêncios disse...

Oi, Nanda.

Aqui, me deliciando com o seu poema... que coisa mais linda!

Amei isso:

"Se o poema é parco nas palavras
carece de um sorriso teu
para tomar forma e textura."

Perfeito!
Beijos