sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A Claridade do Tempo


Vem, enterra as palavras na terra
deita-te no silêncio das pedras do rio.
O pôr-do-sol é quase um espaço
dentro do mar.

Ouçamos a luz do dia, caminhemos juntos
entre as sombras da montanha.
Eu afastarei as escarpas, os ramos quebrados,
a escuridão do vale.

Apaga a noite por dentro.

Ao nosso lado os sonhos sorriem
seguem, seguros, o mapa dos relógios
a linha verde do luar.

Que venham as neblinas de outono
e os gemidos do vento.

A claridade do tempo
ensina-nos a respirar.


Marialuz

2 comentários:

Teresa disse...

As palavras também são luz, claridade, amparo, amor. Pelo menos as tuas, que sabes entrelaçar tão bem, em grinaldas de pura poesia...

Beijo, Maria.

Natalia Nuno disse...

Surprende-me sempre a riqueza e a beleza que encontro na tua poesia.
Sempre presente nostalgia, sempre ela a bater-te à porta.

Lindo amiga,

beijo