quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Brisa de Outono

As lágrimas que se gastam
Nas fronteiras do silêncio
Cobrem-se de gotas de orvalho
E adormecem as aragens frescas
Que descem sobre os telhados

Contidos os temporais
Adoçam-se nas correntes
Mornas do Outono
Tonificam as folhas secas
Que se despem da primavera

Os raios de sol recolhem-se
Enxugam os templos
Que choram as preces sazonais
Ouvem-se os sinos nas encostas
Cantam hinos às cegas

Amansam os rituais…


Mª Dolores Marques

1 comentário:

VÓNY FERREIRA disse...

Amiga... Amiga...
que faço das lágrimas?
que se corrompem de silêncio?
Como acalmo o pensamento?

Que faço das esperanças
Se a ventania as agride
Num fustigar de assombro?

Subo astuta aos telhados
e escorrego
Agarro-me... debato-me...
Mas estão cobertos de musgo
e da humidade da aurora.

Por isso, amiga,
até o amanhecer me assusta!

Pinta um novo sol
nas sombras da minha alma
Mostra-me a lua
Na tua escrita serena
que eu tenho pressa
de me reencontrar, AMIGA!

Vóny Ferreira