domingo, 5 de outubro de 2008

Desérticos áridos

Desérticos áridos
em sentimentos orvalhados
de afagos carentes
dessa multidão de gente
solitária, vazia
de tudo e do nada
em mentes enraivecidas
em corpos tensos
gastos pela erosão do tempo
dos momentos tempestuosos
de ser

Reflexos nos olhares
amedrontados
de labirintos perdidos
em energias fragmentadas
na procura do térreo prazer

Cegos deambulam
na calçada existencial
escassos em aromas prazeiros
que enaltecem
a transcendência do viver

Vagueiam simplesmente
na ânsia de não sofrer

Liliana Maciel

2 comentários:

Haere Mai disse...

Gosto das tuas palavras.Descreves como ninguém as tempestades do ser.
Excelente poema.
Beijo azul

Novo Olhar disse...

Liliana, obrigado por nos deixares aqui mais um belo poema.
Nós e o que nos move...

Beijos
Dolores