domingo, 19 de outubro de 2008

Minha Cidade

Uma cerca sofrida perde no tempo alguns balaústres
E o telhado coberto de bolor, suas cores,
E num profundo silêncio, com jeitinho de um “sim” de amor
Uma rosa mostra o brilho de um sorriso perdido nas rugas do tempo!

E essas casas, que dizem de gerações imortais
Encarnadas em profundos sinais de um outrora
Sobreviventes em nossa saudade
Ainda me olham!

O transitório e o efémero
Perdem lugar para o eterno
E o espírito caminha por todas as ruas

Por todas as casas
Por todas as lembranças
Por todas as secretas saudades.

Ulysses Laluce

http://www.usinadeletras.com.br/

2 comentários:

Novo Olhar disse...

Já estavam a fazer falta as suas palavras nestes espaço Ulysses.
Mais um belo poema nos deixa

Bjs
Dolores

VÓNY FERREIRA disse...

Ulysses, as palavras são de facto belas.
Espero que seja recebido neste espaço com carinho, com amizade.
Merece-o!
Por vezes sentimos falta disso, mas enfim...
nem todos têm a mesma sorte!
Beijo amigo e espero que continue a deliciar o nosso espírito com a beleza das suas palavras.
Vóny Ferreira