segunda-feira, 15 de junho de 2009

Poema adormecido



Durante o sono caminho
Sobre as palavras difíceis da sede,
Embriago a terra com a seiva da lua
Entre espelhos vivos do branco da folha.

Sinto a nudez das palavras
Na claridade do olhar
Que em mim proclamam,
Brilho ou eco…
No silêncio descubro a sílaba redonda
Que embala a caneta na aridez da página.

Busco caminhos
Na distância sem destino,
Lavo as lágrimas
Num poema adormecido.

Ana Coelho

1 comentário:

Ricardo Calmon disse...

"Poema Eternecido" encantou overture de noite essa minha, página essa luz é, encantado fiquei!

Merci

Viva Vida!