sábado, 30 de junho de 2012

Balada d´Ausência -Ao Abril que (não) Foi-


Inquietação
dos braços em rosas
das rosas entrelaçadas
que queimavam
no regaço de Deus
era terra prometida
nas mãos do povo
eram os cravos que se davam
os abraços que voltavam
os beijos que renasciam
os sorrisos que enterneciam
as refrões que nos moviam
mas não , não eram os cravos,
-que não eram rosas, que não eram rosas!...-
são angústia
das vidas desesperadas
jardins num deserto ...
há uma lágrima que escorre pela madrugada
porque o sol tarda a nascer
e ninguém sabe
se a luz não volta mais
ou ... se ... foram ...
os nossos olhos que cegaram ...



Luiz Sommerville Junior , 300620122308

2 comentários:

PÈTALA disse...

Muitas ilusões prometidas
De falas mansas, risonhos
Pior que maltratar a vida
É nos matarem, os sonhos!

Pétala

Orvalho do Céu disse...

Olá,
Tem vez que os olhos precisam cegar...
Tudo é perfeitamente compreensível quando passa... até os mistérios o são...
Abraços fraternos de paz