quarta-feira, 27 de junho de 2012

insinuações


insinuam as vozes matreiras
as manhas da pertinência
onde desatinam os ânimos
pelos sintomas indefinidos
que calcam todos os sentidos
em afrontas desmedidas

insinuam sem balançar
com atropelos mascarados
que não escutam as palavras
suplicadoras dos sofredores
na derradeira expressão
onde a contenda termina

insinuam a cada final
sem atentar das razões
como se fora no princípio
e nas estatísticas doentes
tudo acontece corrente
sem o encontro da solução

insinuam até mais não
que a febre traz a secura
e a fome a insanidade
tudo se perde sem apelo
e a mágoa já não persiste
nesta rude imensidão

António MR Martins

1 comentário:

PÈTALA disse...

Olá António

Os brilhos trazem mordaças
Em vozes gentis, enternecidas
Onde por detrás de vidraças
Se sorvem sangue, de vidas!