domingo, 24 de junho de 2012

CARÊNCIA


Meu corpo indigente, derrama-se desolado
num choro contido soluçante
desertificado dos teus dedos,
que me faltam, no meu corpo distante, do
teu corpo de transcendência, do
teu corpo do meu descanso!

Entre longe e perto, no vendaval do desejo
 vivido sofregamente no vazio
transpiro avidez no meu leito, encolhida em feto
mãos entre as coxas
apertando o frio!

Exausta das sombras difusas
aconchego-me nos lençóis alvos
e reclino-me na invenção, emudecida!


MarisaSoveral - Junho -2012

2 comentários:

PÈTALA disse...

Olá, casos e acasos da vida.

Pedaços feitos de relento
Carregando fortes cansaços
Como quem chama o vento
Que e os desfaça em abraços.

Abrem roseiras nos braços
Deixar entra o sol de verão
Ele se renova em abraços
Oferecendo vida ao coração!

Dar guarida às melodias
Alma aberta em desejos
Para afundar agonias
E ressurgirem em beijos!

Beijo

casos e acasos da vida disse...

Beijinhosssssssss e obrigada!