terça-feira, 12 de junho de 2012

Perdi a carruagem do tempo
Fi-lo propositadamente
Deixei-a partir...
E por aqui me fiquei
Queda, na idade dos sonhos
Por mais que vasculhe
as sobras de mim
Deduzo e concluo
e tiro a elação
que nada perdi
Não mudei o mundo
Tão pouco o moldei
à imagem de mim
E a paz que procuro
é o apeadeiro
que trago na alma
Lugar onde troquei
a amargura pela fantasia
duma gargalhada


4 comentários:

PÈTALA disse...

Olá Nanda

Palavras cinzeladas a ferro e fogo
Onde o intrínseco indica anoitecer
Terramotos ressurgirão de novo
Até a chegada do novo alvorecer.

Beijo

Gisa disse...

Muito boa troca.
Um lindo poema.
Um grande bj

Maria Gomes disse...

Olá amiga, uma gargalhada do tempo em que se viaja, adorei ler-te, lindo como sempre.
beijinhos
mariagomes

Natalia Nuno disse...

O tempo corre vamos perdendo as ilusões, mas criamos um espaço de paz e harmonia, que nos distancia de algumas coisas que antes nos incomodavam.

Beijo amiga, gostei deste poema.