sexta-feira, 22 de junho de 2012

Calem as vozes

Do Céu brilham as estrelas
Ao meu olhar de fatigada
Espera-me a cama deserta
Funde o pensamento vago.

Da Lua iluminada nas telas
Com a minha mão desafinada
Rabisco a vida vazia, incerta
De tantos feitiços, que trago.

Do Céu e da Lua, ou de mim
Ó brilho iluminado do além
Deixa-me luz de vida, sem fim
Dá-me o amor puro de alguém.

Calai-vos almas no firmamento
Das inquietações tão regulares
Mais controladas e com talento
Calai os ódios de outros lugares.

Calai meus versos descuidados
Derrubai expressões singelas
Suspendei desvalores e pecados
E dividam fadários em parcelas.

3 comentários:

PÈTALA disse...

Olá Maria

E as vozes se calaram por respeito
Nos campos e jardins tudo floriu
Para dar vida e alegrar a teu peito
Que ao marulhar das ondas sorriu!

Beijo

Natalia Nuno disse...

Lindo Maria, afinal não são só os sonetos, gostei...venham mais

Beijocas

Maria Gomes disse...

Obrigada amigas Pétala e Natália, beijinhos de amizade.
Maria Gomes