sábado, 30 de junho de 2012

Ébrio é o tempo


Ébrio é o tempo que me arranca de ti
nos prédios onde me escondo
em ruas incógnitas de mim

Ébrio é o tempo que ri
em gargalhadas de desencanto
nas muitas horas sem fim

Ébrio é o tempo escondido
querendo passar despercebido
ali na beira do trilho perdido

Ébria sou eu, assim sem nexo
querendo agarrar o tempo
por mim tanto querido

E o tempo solta-se num voar lento
querendo passar por mim
imponente

Escrito 27/06/12

2 comentários:

PÈTALA disse...

Olá Liliana,

O tempo canta canções
Que o corpo as devora
Nele acarreta emoções
Em amores de outrora!

Como campo de papoilas
Em aromas perfumados
Onde, e quando moçoilas
Sonhavam, de namorados!

Muito se invoca o tempo
Para desvendar segredos
Num corpo que perde alento
Com invasão de seus medos!

Não vale a pena correr
Tentar segurar o tempo
É como um dia morrer
Sem agarrar o vento!

Beijo

Pétala

Gisa disse...

Tempo é uma questão complicada. Quando queremos voa, quando não queremos arrasta-se.
Um grande bj