segunda-feira, 25 de junho de 2012

Tanta pompa, tão pouca circunstância


Foto: CS
Dá que rir. Rir para não chorar, ao assistir a palavras grandiosas ao serviço do vazio. São escritas, são faladas, tão badaladas na banalidade de vidas caídas no abismo há muito tempo. Vivem no precipício do despenhadeiro adornando suas casas, não se dando conta do ridículo da situação. Os que em volta não olham, nem percebem as grandes rochas que rodeiam esta edificação - fixando o olhar para as luzes a piscar, tal como crianças a olharem para a árvore de Natal -, prontas a tombarem a qualquer momento. Não ousam pensar em sair dali, tão acomodados àquela posição confortável, ganhando no vazio.

17Jan12

2 comentários:

PÈTALA disse...

Olá Clarisse.

Corações ressequidos, vazios
Em descomunais multidões
Não param de causar calafrios
A todos os povos e nações!

Como tudo seria diferente
Se o amor fizesse escola
Não haveria tanta gente
No mundo a viver de esmola!

Todos poderiam ter o necessário
Não existir o nada, o muito pouco
Seria virar o mundo ao contrário
Acabando com tudo, que é louco…

Beijo

Clarisse Silva disse...

Olá "PÈTALA",

Grata pelo poema-resposta.

Saudações poéticas.
Clarisse Silva