sexta-feira, 15 de junho de 2012

Não prometas poesia

?

Foram vertigens que alimentaram o fogo
Preso às mãos

No cansaço do corpo, na rendição do tempo
O rescaldo dos dias quentes

No esforço de derrubar o castelo que construímos
Dissolvemos lágrimas de pólvora
Incendiamos as ruínas de tudo

São memórias de uma guerra não declarada
Que travamos em silêncio
E em silêncio depusemos o sonho

Não prometas poesia
Não digas que vens

No cansaço do corpo as mãos repousam
Sobre o vento do amanhã

Sopra-me seco para longe.

3 comentários:

PÈTALA disse...

0lá Nuno,

Veredas de espaços percorridas
Ao som de trombetas distantes
Pedaços de quimeras perdidas
Sobre asas de tempos restantes.

Excelente.

Maria Luzia Fronteira disse...

Para ler e reler tal é beleza num mar de criatividade... Parabéns
Abraços

Filipe Campos Melo disse...

A promessa do verso incumprido

Sempre bom te ler

Abraço