terça-feira, 5 de abril de 2011

O almocreve do tempo

 
Não pertenço aqui

Não sou da terra
Nem do mar
Viajo p'lo infinito...

Sou o âmbar antigo
Incrustado
Na resina sem idade

O elixir da vida
Para sempre
Perdido

... e da alquimia
O segredo
Ainda por desvendar...

Sou o almocreve
Do tempo

Um mago errante
Que busca
P'la encantada

Mágica planície
Dos seus sonhos...

2 comentários:

Natalia Nuno disse...

Lindo este poema, amigo quanto a mim excelente.

Bjs

Runa disse...

Nenhum de nós pertence aqui. Todos estamos de passagem, errando entre o nascimento e a morte, em busca de um sonho, que nem sabemos bem qual é.

Gostei muito do poema. Em poucas palavras disseste muito e sintetizaste de um forma brilhante a aventura do ser e da existência.

Abraço

Runa