segunda-feira, 11 de abril de 2011

MAIS UM DIA



Sinto-me tão cheia de vazios
Hoje fiquei com menos um dia
de vida
Tantos foram... perdi-os!
Ficou minha mágoa comprida.
Mais um dia que conta
Menos um dia na conta
Vou o tempo rasgando
Já me enegrecem as asas
Vai a Vida enfarruscando
Penas minhas são brasas.

Porque a verdade é só uma
Hoje mais um dia se foi!
Não é mais um, coisa nenhuma
É menos um ...e me doi!

Apelo aos meus sentidos
O ouvido não quer ouvir
Diz serem meus sonhos desmedidos
Não ouve, nem quer sentir.
Apelo ao tacto, ao olfacto
Todos no tempo distante
Ficaram-se p'lo vôo das andorinhas
Só meu coração amante
Ouve as tristezas minhas.

Às vezes me sinto com algum talento
Escrevo com alguma qualidade
Mas logo perco o alento
Se me ignora a saudade.

A Poesia é como um vitral
Ornado que se olha iluminado
Um altar numa catedral
Onde Deus mora e é amado.
Por isso a escrevo sem parar
Meus versos me bebem o sangue
Julguei ter forças para andar.

Vou escrever até me sentir exangue.

4 comentários:

Gisa disse...

Dias se vão como areia na ampulheta, mas cada um deles deixa a sua marca da passagem
Um grande bj querida amiga

casos e acasos da vida disse...

Gostei muito do teu poema, a vida é irreversível, para mim a conta também é um + um -!...
Entretanto canta...tu tens a poesia em ti e encontras as palavras certas para a dizer!
Bj,
Marisa

Natalia Nuno disse...

Obrigada carinhosa amiga, por me deixares palavras que me fazem seguir mais confiante.

Bom para mim saber do teu apreço, pois és uma grande Poetiza, que também adoro ler.

Bjs.Marisa
da natalia

Natalia Nuno disse...

Gisa, minha amiga, grata pela s palavras generosas.

Beijinho, tudo bom para ti.