quarta-feira, 27 de abril de 2011

Despedida


O mundo inteiro
a calar-se dentro de uma lágrima. Não sabia o lugar
de um poente luminoso e o silêncio parado
era um grito invisível
dentro do tempo a desistir.

Era a chuva e o peso dos meus passos
nos olhos da manhã
era a noite de um pássaro
na solidão das árvores.

Era a sombra de uma pedra
inquieta ausência de mim
memórias de musgo a planar sobre o abismo
dos meus braços
informe dor
nos gestos vagos
das palavras.


Marialuz

5 comentários:

Haere Mai® disse...

Escreves poesia de uma forma magistral, Maria!

Beijo azul

Gisa disse...

E o mundo calou-se...
Um grande bj querida amiga

Poema as Bruxas disse...

Linda poesia... realmente tocante.
Bjos

Ronilda David disse...

Creio que assim como eu Tua escrita é nascida da dor.

Natalia Nuno disse...

Sem dúvida muito bela tua poesia.

Beijinho amiga linda.