quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ciclos

Os
ciclos.
Na Primavera
um arvoredo colhe pássaros
e vida ao céu, com ramos atulhados
de verde e de sol. Por dias incertos, que passam
depois indiferentes, em asas de Inverno. E, um raio de luz
matinal, ainda não se fez esquecer, quando a lua
já se deita, ao lado de tanta dor. A compressa
ao peito, cheia de vida, cheia de pressa.
Imensa, efémera. Breve,
tão permanente.
Morro.
Eu.

2 comentários:

Colecionadora de Silêncios disse...

Nuno, seu poema é magnífico! tanto na forma quanto no conteúdo... poeticamente vivo, pulsante. Adorei!

Beijos

Mª Dolores Marques disse...

Entre um ciclo e outro a vida está sempre para nos lembrar de que...

Nuno, ainda bem que viste. Um prazer imenso ter-te por aqui

beijo