terça-feira, 23 de novembro de 2010

APENAS LEMBRANÇA!



















Sabia que mais cedo ou mais tarde
Na solidão dos dias futuros
Haveria de soltar suspiros de saudade
Acendendo na memória, pedaços já escuros.
Nas horas de lassidão
Deixo-me esquecida do presente
Relembro imagens distantes
Esqueço do tempo os estragos
Fico ausente!
Na poeira do pensamento,
na leveza dos instantes
Deixo meus fantasmas amargos.

Do meio do nada
Surge a recordação em mim derramada.
Cada lembrança me traz o sorriso à boca
Cada palavra escrita é linguagem de criança
Lançada ao acaso, coisa pouca!
Apenas lembrança!

E as palavras ganham asas, são esperança
E me sinto eternamente viva.
A recordar...
As minhas raízes a que já não me posso agarrar
Mas às quais me sinto cativa.

natalia nuno
rosafogo

4 comentários:

Alberto Moreira Ferreira disse...

Rosa,

tudo neste poema é sóbrio

e tem tanto sentido, adorei

bj

Bi eL disse...

Olá, Natália.

E como eu me leio nas tuas palavras!

"As minhas raízes a que já não me posso agarrar
Mas às quais me sinto cativa."

Belíssimo!

Um beijo

Marialuz

Natalia Nuno disse...

A saudade, o relembrar é para mim alimento espiritual, saem palavras simples mas há uma necessidade absoluta de as deixar escritas.
Grata pelo carinho das tuas.

Bj.
rosa

Natalia Nuno disse...

A perda dos nossos está sempre presente, me leva aolhar para trás com saudade.
Obrigada Mª da Luz, é para mim motivo de orgulho, receber palavras tuas.

Beijo
natalia