sábado, 28 de julho de 2012

VIAGEM


Caminhamos fora dos caminhos conhecidos
fora das barreiras asfixiantes
num deserto branco e sem fim.
É preciso correr o risco do perigo
perdermo-nos das fronteiras
abolir os limites do proibido
numa aventura cega
mergulhando na água estonteante das cachoeiras.

O espaço é todo nosso, rasgado
dentro de nós, num abismo de silêncio
que quer gritar. Um núcleo de prazer, para
desbravar até ao esgotamento
das veias pulsantes,
com o exato esplendor da música
 cordas distendendo-se
acossadas por dedos tateantes.
Mundo desbordante
De águas poderosas
sibilando como a chuva forte, que
rasga veios na secura extrema.
O impossível  intrinsecamente possível
na revelação do estilhaço, dos gestos
 iniciais, níveos, mas incandescentes na pele
e que enchem os corpos de forma iniludível!



2 comentários:

Orvalho do Céu disse...

Olá,
O novo sempre nos assusta... o rumo ao imprevisto igualmente...
Seja feliz e receba as bênção do Alto!!!
Abraços fraternos de paz

PÈTALA disse...

Olá Marisa

Gritos que ardem a céu aberto!
Fios de vida correm veias apertadas!
Cantos distantes, mas sempre perto!
Desmesurada força deles emanadas!

Beijo

Pétala