quarta-feira, 11 de julho de 2012

Sonho que em mim ficou

Danço no fogacho do teu corpo
no sonho que em mim ficou
pintura atiçada dum sopro
que o tempo sem tempo
me doou

Salto no sonho encoberto
no silencio das órbitas fechadas
ameigo o teu nome liberto
no sussurro soluçante da palavra

Na augura nua do instante
arrebata-se vocábulos inquietantes
num sonambulismo atordoante
as bocas murmuram ruborizadas
o fonema amo-te

E as abertas órbitas vazam-se
no vento fresco do presente
na memória perdura incessante
o sussurro ainda existente

O real regressa dum tempo,
algures… no cérebro amante
e os lençóis compõem-se de sílabas
dos tons das madrugadas distantes.

Escrito 30/06/12

2 comentários:

PÈTALA disse...

Olá Liliana

Quem na vida não sonhou
Não sabe o que é amar
E aquele que nunca amou
Nada tem para recordar!

Os sonhos são coisas belas
Sempre cheios de emoções
Neles trazem caravelas
Onde navegaram paixões!

Os sonhos dão cor e sentido á vida!

Beijo

Pétala

casos e acasos da vida disse...

Lindo o teu poema Liliana!
Beijos!
Marisa