sábado, 12 de maio de 2012

Sou fã dos meus escombros

 Sacudi o vento dos meus ombros
Não quero nada que me pese
Nem segredos sussurrados
No lóbulo descrente da orelha
É desta canseira que vos falo
No dia em que me abstenho
De viver em função de desafios
Faz tempo que  os preteri
Passei a ser  fã dos meus escombros
Por onde disserto a minha tese
De solidão e abandono
À margem do que resta de mim
Num mundo sem risos, nem vitórias
Nem gritos soltos no palato
Se já fui livre... hoje, calei-me!
Contra mim, afirmo...
Já nem o vento me arranca um desabafo.


3 comentários:

PÈTALA disse...

O vento soprou forte
Tanto que rasgou a alma
Quando ele vem de norte
Nunca existe maré calma

Excelente.

Jessica Neves disse...

Maravilhoso,

Beijinhos *

Jessica

Maria Gomes disse...

Olá amiga Nandinha, sempre muito lindos os teus poemas, é um gosto ler-te.
beijinhos
Maria Gomes