quinta-feira, 17 de maio de 2012

...Já nada sei de mim


Já não caminharei nas áleas do teu corpo
nem nas nuvens cristalinas do teu olhar oásis
nem no rio ameno dos teus braços quentes

Não mais penetrarei nesse olhar vulcão
incandescente lava que me abraça a ilusão
nem mais o meu corpo sentirá o tempo
aprisionado nas nossas mãos, indolente…

Dispersa piso a densa floresta da inanição
onde o sol chamusca as copas secas das árvores
onde os pássaros cantam no horizonte desconexo
na magnitude vítrea de ser poesia… mais além
e onde as ruas se estreitam nos olhares baços
em lamentos calados dos seres ainda crentes

Sabes amor? já nada sei de mim

Escrito 16/05/12

3 comentários:

PÈTALA disse...

Olá Liliana
Quando tudo parece perdido
No mar alteroso, em turbilhão
Só uma réstia de sol, amigo
Pode fazer de novo agarrar a mão

casos e acasos da vida disse...

Belo poema Liliana!
Beijinhossss

Natalia Nuno disse...

Adorei ler...está lindo!

Beijinho Liliana
bom domingo