sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Quando o suspiro me fala

Quando o suspiro me fala
no silencio da tua voz
a razão cobre-se de mudez
e o meu olhar reconstrói
as formas
da minha insensatez

No murmúrio dos ventos
e no carpir das chuvas,
o suspiro esvai-se
nas aguas mansas do rio
na suavidade das brumas

E estes lábios ressequidos,
aqueles que nunca beijaste
crispam-se dolorosos
amarfanhando o grito
da minha pequenez

Quando o suspiro me fala
veste a minha alma
de total nudez

1 comentário:

Natalia Nuno disse...

Um poema melancólico, talvez dum amor dorido, feito com a alma a doer.
Muito belo.

Beijinho