sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Arrasto-me na lama

Meus pés descalços, cansados,
Caminham lentamente, pesados...
Meu corpo quase inerte e morto,
Ornamenta um esqueleto já torto...
Invólucro bonito, enlaçado,
Interior vazio, destroçado...
O coração já não bate a preceito
E meu respirar tem outro jeito...
Braços descaídos, sem firmeza,
olhar perdido na incerteza...
Meus pés descalços na lama...
Fugindo ao calor desta chama...

1 comentário:

Natalia Nuno disse...

Lindo este teu poema, eu disse-te que me ía inteirar a sério da tua escrita, assim estou fazendo.

Beijinho