terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O Peso do Nada

Morre-me na alma um grito mudo
quando
na corrida contra o vento
pedras em avalanche
movidas pela rapidez do tempo
sepultam meus sonhos ardentes
como lâminas incandescentes

sob o peso do nada me estou soterrando

anoiteço-me
ao romper da madrugada

pudera eu pensar-me imaterial
flutuar-me de mim
numa utopia em que me torne real...

Marialuz

1 comentário:

Alberto Moreira Ferreira disse...

uma utopia...
na sociedade que vivemos o nada material
corresponde… ao espírito
sendo que o minimalismo fará parte desse espírito e aí sim
o nada material tem dois pesos no ser que nos habita mas um só porque o institucional o fazem sentir

o nada nunca é nada e pode ser mesmo tudo... é uma longa...

na minha modesta opinião, claro

adorei e obrigada pela visita


bj