domingo, 20 de setembro de 2009

Depois do Tejo

Não basta passar o Tejo
É preciso avistar um sobreiro
A primeira cal contrastando o ocre
Para que me sinta em casa

A terra, o trigo, a cortiça
Atravessam meus tantos poros
Irrigando meu sentir

No poial polido
Trocam-se histórias de infância
Sorrisos sinceros
E silêncios celestiais

Olha uma estrela cadente
Diz o pequeno

A vida sulca a tua tez escura
Desgasta o negro feltro em teu chapéu
Mas minh’alma em ti perdura
Meu simples mas pleno Alentejo

1 comentário:

Tu Cá, Tu Lá disse...

Um belo poema, como aliás já me habituaste.
Tu escreves o Alentejo, eu a minha aldeia na Beira Alta. Somos uns eternos saudosos do interior.


Grata por teres aceite o meu convite

bjs

Dolores Marques