segunda-feira, 24 de setembro de 2012

E o poema reescreve-se....prisioneiro


São nos segredos com que alinhavo
os silêncios  nús dos meus lábios
á brisa que me afaga… esquiva
que eu me reinvento em sóis passados
e presentes, selvagens  em mim

Vendo tempos por palavras,
nos círculos cartesianos do teu corpo
esfinge purificada
nos arcaboiços de Deuses descrentes
e em cavalos alados, unicórnios
dançando imponentes no fogo
de um poema rendilhado de ternuras
por onde se perdem rubras
nas labaredas apagadas do teu corpo
cego em mim

E o poema reescreve-se em silêncios
escondidos
na epiderme desidratada

E o poema reescreve-se húmido
em lampejos  puris  da mente desatinada

E o poema reescreve-se, prisioneiro…

Escrito 20/09/12

1 comentário:

Pedro Luis López Pérez disse...

Vengo del blog de Sao (silencioculpado) y me he parado en tu Rincón.
Me ha encantado tu Espacio y, si me lo permites, me hago seguidor de tan maravilloso Lugar, lleno de Magia, Sentimientos y Sensaciones.
Un abrazo.