quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O verde que eu sei

(Foto, Cigana Moura , via Facebook)



Foi um dia como tantos outros
(Os dias que nascem
Os dias que morrem, quando engravidam da noite)

Um dia em que o silêncio cercou tudo e todos e não deixou marcas
Um dia como todos os que passam
E nós não sabemos se é um dia a mais, ou um dia a menos nas nossas vidas

Enfim nasceu mais um dia
Um dia verde
Mas um dia já posto, na espera por mais uma noite

(Esse verde será sempre a visão mais intensa nos meus olhos
O verde que eu sei)
Esse verde é assim como todas as cores que brilham na noite)

Uma cor que se assume inteira na verdade exacta de um dia a menos ou de uma noite a mais nas nossas vidas

Mas se de vidas falo
Posso muito bem falar de um momento vivido por um dia só
Mas verde
O verde que eu imaginei, e que tão bem sei
Esse verde a escorregar pelas encostas da serra
E a acabar-se na maciez das margens do rio

Correm rios no meu corpo

1 comentário:

Orvalho do Céu disse...

Olá, querida

" Das alturas orvalhem os céus,
E as nuvens que chovam justiça,
Que a terra se abra ao amor
E germine o Deus Salvador"...

Fico tão sem palavra para agradecer o carinho imensurável com que me cumula ao longo do ano que só posso lhe dizer que te amo fraternalmente...
Seja muito abençoada e feliz, amiga!!!
Bjm de paz e FELIZ NATAL... apesar de qualquer vestígio de dor em seu coraçãozinho....

"Quando eu estiver contigo no fim do dia, poderás ver as minhas cicatrizes,

e então saberás que eu me feri e também me curei."

Tagore