domingo, 2 de fevereiro de 2014

Paginas emprenhadas


Crivo-me de ânsias, no limiar do desejo
sinto-te raiz enroscada no meu corpo
em seiva bruta despetalo-me febril
num  abraço profundo em teu dorso

esvoaça-me asas de beija-flor, tremulas
no enroscar da face um beijo suave
e estremeço qual flor lançada ao vento
no estio rubro de madrugadas quentes

ato gemidos num mapear  de caricias
no  entrelaçado húmido dos poros
da pele una dos corpos distantes

e num rodopiar de versos alados
reescrevo em paginas emprenhadas
a melodia deste meu triste fado


Escrito a 28/01/14


2 comentários:

PÈTALA disse...

Palavras paridas de ventre em brasa
Como força de vulcões em seu furor
Tendo galáxias e céus, por sua casa
Nas estrelas cadentes, brilha o amor!



Graça Pereira disse...

Palavras prenhes de poesia. Gostei!
Um abraço
Graça