domingo, 6 de dezembro de 2015

...em gestos alucinados de prazer


Os passos perdem-se
no amontoar dos escombros
assim como quem quer
esmagar as recordações sombrias
do tempo
em alicerces agitados,
os devaneio erguem-se
dos sulcos esquecidos da pele.

 Não há espaço para o voo felino
das asas adormecidas
e o corpo mergulha num estado febril
nas aguas turbulentas dos dias idos

são tantos os vultos
em gestos alucinados de prazer
que o tempo estremece na longura da cor

e os meus passos passeiam-se
pelas paisagens belas da pele
num tilintar de melodias corporais
sem som

 
Escrito a 05/07/15

1 comentário:

Antonio Batalha disse...

Estou a tentar visitar todos os amigos da verdade em poesia afim de lhes desejar um 2016 muito feliz cheio de grandes vitórias e muita saúde e Paz.
António.