quinta-feira, 18 de abril de 2013

O que tirei da cartola

Na minha audaz fantasia
Plagio versos sem receio
E com eles faço a poesia
Mesmo a saber que é feio.

Leio livros sempre pronta
Para alguma coisa copiar
E a seguir faço de conta
Que sou eu a inventar.

Copio um pouco de tudo
Porque quero ser alguém
E com tudo isto me iludo
E iludo outros também.

E até plagio as ideias
Daqueles que vou seguindo
Subo aos palcos e das plateias
Ninguém vê que estou fingindo.

E chego ao alto patamar
E lá ficarei suspensa
Até que há-de chegar
O dia da minha sentença.

Mesmo assim não vou parar
Porque quero muito e mais
Eu continuarei a plagiar
E não desistirei, jamais.

Maria Gomes

5 comentários:

irene alves disse...

Plagiar até sem querer é possível.
As palavras são utilizadas por
milhões, é difícil reinventar,
e pode-se estar a usar palavras
que já foram usadas em qualquer
sítio, no passado, no presente
e no futuro.
Bj.
Irene Alves

Natalia Nuno disse...

nasceste poeta não necessitas de plagiar.
É certo como diz a Irene e bem as palavras são de toda a gente, repetimo-las vezes sem conta, mas agarrar nos versos dos outros e dizer que são nossos, valha-me S. Pedro.

Está óptimo Maria
Bjs

irene alves disse...

Natália eu concordo consigo "plagiar" não...
Eu penso que nunca o fiz,
nem tenciono fazer.
Publico muito poesia, sempre
com autorização de quem ma cede
e colocando os devidos créditos.
Bj.
Irene Alves

Natalia Nuno disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Natalia Nuno disse...

Oi Irene claro que não me referia à amiga e a ninguém especial, embora no face já tenha observado queixas de diversos poetas que são plagiados.

Por amor de Deus longe de mim tal ideia sei como é pois a visito Irene.

Bjs.

20 de Junho de 2013 às 16:35
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