Mostrar mensagens com a etiqueta Francisco. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Francisco. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

PONTO



13-11-2015 16:21:59

PONTO

tenho por costume este
costume
de costurar
fazendo versos
cozendo-os. nunca:
deixar o ponto sem nó

[ao (re)encontrar este blog]
Imagem: um diâmetro num circulo.

sábado, 27 de agosto de 2011

DESEJO

Procuro a palavra que me leve a escrever, encontro-a neste momento. Desejo a história onde conto encontrá-la, como se houvesse um poema escondido e fosse meu este destino a demandar a Rosa mítica e perfumada da p_rosa!
Abre (se) o momento ao fluir do tempo e a continuidade surge, procurando na ruptura o p que… (de)pois já não tem, rutura. Registo de mudança, uma ilação profunda. Vem do mundo o perfume das essências que, no essencial, são únicas.
Procuro uma palavra sem prefixo, sufixo, nem… uma semântica aproximação ao ser. O meu desejo, nas imediações do que se venha a tornar extremo, é este centro: nu, intimo e último, instante em que a procura da palavra se religa a este momento.
Nada de mais sentido do que aquilo que se sente e pode ser assente pelas asas no ar, em voo. Um destino gerado no interior do ovo, até bater as_as… Estaria dito o desejo onde o silêncio poderia encontrar a palavra certa e o significado mais radical e completo: aqui o ‒ Fim ‒ (in)certo.

sábado, 19 de março de 2011

SONS NO SILÊNCIO

Quando me apercebo, começo a trabalhar as pausas, a descobrir o ritmo, descubro este rito. Um ritual onde me rio comigo mesmo de haver tristeza, mais ainda de conhecer o seu ri(s)o a desaguar sons no silêncio. Vou da nascente à voz onde mudo de mudo ao modo de modelar o casulo do silêncio a criar crisálidas, desvendo-as vendo a transparência tornar-se lúcida da sua opacidade, libertando luz: translúcida.
Solto a perspectiva, vou-a buscar a primeiro momento, voa a referência até ao apetite onde a genealogia se perde nos genes  do génio que escolheu uma lamparina apagada para, uma vez nela, poder ser acordado. Então conheço uma historia fantástica, uma metáfora sem forma, é a forma amorfa dum verso onde o poema não procura a poesia, para curar na prosa, ressaca donde saca: um texto.
Falta-me um último parágrafo que agora ultimo, com os pormenores deliciosos do cio na fase das frases sibilantes de língua bífida serpenteando os sons no grafismo onde a fala fala de gestos numa mímica que mima na perfeição uma feição impávida da vida bem representada pela areia quando cai da fieira da ampulheta deixando esgotar o tempo, como agora digo ser este mesmo: acontecer.

domingo, 13 de março de 2011

UM MOMENTO

Para a prosa se encontrar com o silêncio cavalga uma poesia sem versos onde se agarra às crinas sentindo os dedos nas mãos levando o sonho do corpo entregue ao movimento onde se integra e interage com o universo num todo mudo onde a voz modela a fala da escrita e dita este diálogo surdo onde mudo da noite para o dia na alegria dador de coloridos doridos de todos os excessos entregues à escassez capaz de ditar a penúria exótica duma normalidade excelente para absorver a loucura dando-lhe cura numa suave melodia onde canta a cotovia ou viaja onda no mar dum continente a outro até circundar a ilha nua onde se despe o tempo ao deitar nu um momento.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

LINHA DO HORIZONTE

O tempo poisa sobre o mar, deixando do seu contacto as ondas. Ele revela o seu estado de espírito, como as palavras quando escrevo isto. A minha poesia é prosa, onde a Rosa põe as suas raízes com uma ironia de quem sorri, sem chegar a rir. Fica-se por descobrir a graça com que uma garça branca voa, o balanço da sua corrida para se erguer no ar. A linha nítida tida nesta escrita, neste olhar, é a linha do horizonte.

Lendo Osho como o acho, servido pelas imagens do mar embaladas com serena música. Liberto uma ironia tão subtil como um perfume quase... impalpável. Leio: «A mente é actividade absoluta. A mente corre, o ser senta-se. A periferia move-se, o centro não se move (OSHO)». Tenho um termo, uma palavra capaz de aproximar o horizonte: haraquiri. Uso-a a rir, deixo a ligação a haraquíri.

Quando o mesmo é o mesmo, mesmo diferente, entrámos: aos poucos... começamos a dominar a linguagem da gente. Ir às essências é procurar e descobrir o prazer e arte das especiarias, este tempero que é o alimento da flor que alimenta e cria raízes no coração.

a 
amizade
ultrapassa tudo
todas as fronteiras
dela podemos dizer
ter raízes no coração
sem conhecer barreiras
para a verdade
!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

SEGREDOS

O SEGREDO

no tempo que dura
esta viagem para chegar
até aqui onde lês

a escrita
demora pouco

só o coração bate sempre
Assim

(O) SEGREDO

estás dentro de mim
sempre a Mim
mais tua

a viagem
até ao encontro

faz da Poesia destino!
Mim

terça-feira, 2 de junho de 2009

Assim & Mim

Espumas

do batido feito
entre sexos espremidos
ficam expressos

nossos versos
leves como plumas

rio de risos
Assim
Plumas és
macio
interior de sonhos
em almofada

meu sonho
assim corporizado
prazer, canto, fado
Mim

quinta-feira, 7 de maio de 2009

ISSO…

Onde chego não tenho de ser diferente, mas tenho de fazer diferente. Herdei isto dos meus pais que morreram num acidente de viação, tendo sobrado eu para contar que não me lembro deles. São deuses, da sua herança genética explico o mundo, a natureza da Natureza, cada coisa e coisa nenhuma.
Digo e percebo pedir demasiado aos deuses, a quem já nem rezo adeuses. A não ser quando, como agora, escrevo e penso que o que explica as palavras é escrevê-las, concluindo: isso… não explica tudo. Até porque não sou muda, apenas me recuso a falar. Maneira que arranjei ao ser anónima, sou só apenas palavras escritas.
É certo, arranjei um nome desconhecido do público. Deste modo, o público é anónimo? Situação a alterar, procuro, vou procurar um público com nomes. Deixarei as minhas histórias dentro das páginas amarelas das Páginas Amarelas, como se fossem um ovo pronto a ser chocado. Espero ninguém fique chocado, assim nascerá o O absoluto, o grande ovo: início e fim da sua casca!