terça-feira, 1 de outubro de 2013
Navego
NAVEGO
Nesse mar navego
que me leva…
Meu corpo desliza nas ondas
Meu ser perdido na terra
O coração, esse,
perdi-o ontem,
quando ao monte subi.
Perdi-o, perdi-me, esqueci.
Ouvi teu corpo gemendo
Vi teus braços erguidos ao Céu
suplicando baixinho a Deus.
Tentei erguer-te
e lavar tua alma negra
Tentei dar-te carinho
e limpar o teu caminho
Tentei tudo o que podia
Tu,
nada quiseste ou fizeste
E eu,
que nada sou, nada sabia
Orei por ti.
Meu corpo deslizando nas ondas
Desse mar que me leva
Navego…
Maria Antonieta Oliveira
O teu gesto são as flores a ondular
certos segredos amargos e uma longa viagem.
Amanhã voltará o tempo da chuva.
O teu gesto são as flores
essa marca no corpo fraco
O teu gesto são esses segredos
uma distancia que se encurta
essa luta corpo a corpo
não pode ser o amor.
O teu gesto são as flores a ondular
certos segredos amargos
Amanhã voltará a ser outro espaço
e uma longa viagem...
O teu gesto são as flores a ondular
um pressentimento adiado dessa despedida
O teu gesto são as flores a ondular
certos segredos amargos e uma longa viagem.
Amanhã voltará o tempo da chuva.
lobo
certos segredos amargos e uma longa viagem.
Amanhã voltará o tempo da chuva.
O teu gesto são as flores
essa marca no corpo fraco
O teu gesto são esses segredos
uma distancia que se encurta
essa luta corpo a corpo
não pode ser o amor.
O teu gesto são as flores a ondular
certos segredos amargos
Amanhã voltará a ser outro espaço
e uma longa viagem...
O teu gesto são as flores a ondular
um pressentimento adiado dessa despedida
O teu gesto são as flores a ondular
certos segredos amargos e uma longa viagem.
Amanhã voltará o tempo da chuva.
lobo
Outro dia escreverás
se o outono for longo
e as tempestades irão ler as tuas cartas
quando vieres de longe tentando esquecer
essas cruéis guerras
Outro dia escreverás
se o olhar não se fechar
e se o outono for longo os viajantes tu acalmarás
quando vieres de longe tentando acordar os pássaros.
Outro dia escreverás
se o outono for longo
e as tempestades tu acalmarás
se os pássaros regressarem dessa cidade
Outro dia escreverás
se o outono for longo
e as tempestades vão empurrar
de ti o fogo
quando vieres tentando esquecer
essa cruel duvida do amor
Outro dia escreverás
se o outono for longo
e as tempestades irão ler as tuas cartas
quando vieres de longe tentando esquecer
essas cruéis guerras
lobo
se o outono for longo
e as tempestades irão ler as tuas cartas
quando vieres de longe tentando esquecer
essas cruéis guerras
Outro dia escreverás
se o olhar não se fechar
e se o outono for longo os viajantes tu acalmarás
quando vieres de longe tentando acordar os pássaros.
Outro dia escreverás
se o outono for longo
e as tempestades tu acalmarás
se os pássaros regressarem dessa cidade
Outro dia escreverás
se o outono for longo
e as tempestades vão empurrar
de ti o fogo
quando vieres tentando esquecer
essa cruel duvida do amor
Outro dia escreverás
se o outono for longo
e as tempestades irão ler as tuas cartas
quando vieres de longe tentando esquecer
essas cruéis guerras
lobo
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Banco de jardim
Zona Envolvente do Nabão, em Ansião (parte recente),
foto de António MR Martins.
No isolamento da simples solidão
te encontrei só, à minha passagem,
por ti passei sem qualquer intenção,
descobrindo-te na mera paisagem.
Olhei
de frente, de lado e para trás
nessa
quietude que por aqui implantas,vínculo tão forte que tanto satisfaz
quem se cansa de observar as plantas.
Aconchego
pra muitas caminhadas
acolhimento
de leituras dispersasdescanso de tantas pernas cansadas.
Picam-se
aos topos anseios às avessas
és
cenário com pessoas enamoradase também palco de muitas conversas.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Levei o meu mundo
Imagem da net, em: www.redballoon1.com.br
Levei o sol no bolso da camisa
e a lua na capa presa às costas,
nuvens no cinto de forma precisa
água num cantil para as respostas.
Levei
as estrelas como lanternas
e
o ar em balões de muitas cores,o vento seguiu-me junto às pernas
num saco cheiro de todas as flores.
Levei
também a noite e o dia
e
a madrugada e a tarde quente,juntinhas à manhã da ousadia.
Levei
sementes do verde ausente
e
os paladares duma frutariacom a natureza da minha gente.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Livre solidão
Caído
Sobre
a mesaO chão
O
piso
Que
não conhecesE tentas desvendar
Mas
não sabes como fazê-lo
Não
entendes sua composição
Não
te queiras enganar
Lá
fora
Também
há um solo
Uma
terra assente
No
pressuposto da negação
Por
lá
Tudo
é mais ferozPelo menos
Altera-se a voz
Lá
fora
É
outro pólo
Não
o queiras deslindar
E
a mesa
É
bem diferenteCom muita gente
Uma
outra
SofreguidãoAté à exaustão
Peço-te
Para
permaneceresNesta solidão
Neste
chão
À
nossa mesa
Aqui
podes prevaricar
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
crédula esperança
estou dos versos esquecida
me anima uma crédula esperança
que o que me resta de vida
é esta saudade nua e crua
que de lembrar não me cansa.
e este ânimo constante
que me vem ao semblante
que sempre assim em mim esteja.
quero que todo o mundo veja
que aos versos não ando atada
mas anda louco o pensamento
e a alma arrebatada...
a morrer sentenciada
anda a minha poesia
no silêncio e esquecimento...
se pudesse a pouparia.
já fui moça...moça ardente
já fiz versos de repente
estou dos versos esquecida
eles que foram meus amantes
deram golpes ficou a ferida
já nada é como dantes...
versos que eram raridade
onde conservava a saudade
hoje resta a aparência
nada tinham de ciência
quem sabe...a eternidade!
não deixo que nada me entristeça
a vida é cruel ameaça
só a lembrança me estremeça
para esquecer qualquer desgraça
e se a vida me consente
caminhar sem receio
a minha metade igualmente!?
então:
farei da caminhada passeio.
natalia nuno
rosafogo
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Calo-me para que não oiças o gemido
Calo-me para que não oiças o gemido
nem sintas o uivo do vento na tua
face ausente
para que eu te possa escutar, fecunda
dum olhar… quente
Calo-me…de tantas vezes que choro,
sem soluços
como quem pede uma prece, calando o
verbo inerte
no sepulcro silente dos meus
lábios, incongruentes
Calo-me no fulgor da palavra,
despindo a madrugada
numa quietude perigosa, lavrando o
poema cansado
e no silencio visto-me subtilmente,
do verbo ainda quente.
fluindo centelhas nos olhos
esquecidos, longínquos de ti
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Toca a figura que caminha
desenha a figura sobre a água
inventa uma linha
para cortar o corpo
e faz aquela dança mas não convides a morte
mesmo que não tenha par.
Toca a figura que caminha
o sangue que corre vai pintar a lua
inventa uma linha
sobre a pele nua
uma flor e um cântico antigo
e faz aquela dança quando se aproxima a liberdade
Toca a figura que caminha
e cruza os dedos e faz a jura
inventa uma linha para cortar a noite
a sorte levando o jogo
para a sorte que não tem o amor
Toca a figura que caminha
desenha a figura sobre a terra
uma sombra vai abrigar a canção
e proteger-te das feridas da guerra
Toca a figura que caminha
desenha a figura sobre a água
inventa uma linha
para cortar o corpo
e faz aquela dança mas não convides a morte
mesmo que não tenha par.
lobo
o é o homem que decide, não é guiado pelo
pensamento, a emoção ou a racionalidade existe mas não decide, o que decide é a
maquina, é a maquina que indica o que fazer como fazer, o momento de rir, o
momento de chorar, as horas de trabalho, o tempo de lazer. A maquina está
instalada, indica os programas que devemos ver, os livros que temos de ler, as
vezes que devemos fazer sexo. O homem não decide, o que decide nele é o
mecanismo de prazer que é o mecanismo de submissão, o casamento social formaliza
essa submissão, todo o homem está dependente de um contrato, não há liberdade
quando se compromete a fazer o socialmente certo, é tudo contabilizado, os
ruídos da respiração, tudo está cronometrado, os beijos que dá, os desabafos,
as declarações de rendimentos, o perfume que usa, as vezes que chamou filho da
puta ao patrão e bebeu sumo sem gaz . A máquina decide, decide tudo, o
capitalismo decide tudo, como te vestes, como te controla, está tudo medido,
sempre os mesmos ingredientes, a maquina faz te bonito, jovem produtivo e
depois vais avariando, ficas velho, doente, fraco, os fios da televisão nos
pulsos, queres que desliguem a máquina? Não tu não queres, estás feliz, eles
tratam de ti
lobo
Imagino o gato que vê o frio dentro das pessoas.
Imagino que podias tocar para mim uma musica é suficiente que te esqueças das
palavras e te lembres do café quente, imagino que passas na igreja e que todos
os homens sabem a oração do teu corpo e o gato que eu imagino fica amigo dos
ratos e não percebe os homens a comer os homens, saberá um gato o que significa
capitalismo. Imagino o gato que vê o frio dentro das pessoas, imagino que
podias inventar uma musica, que pudesses lançar na terra e isso seria a tua
resposta quando te perguntassem como nascem as flores, imagino o gato que vê
dentro das pessoas. As janelas todas fechadas e uma pessoa estranha, era como se
estivesse ali o mar, uma relação intima entre a minha distancia e as coisas que
não entendo, imagino que podias tocar para mim uma musica, imagino que afinal
não sabes nenhuma musica nem nenhuma palavra mas que tens uma maneira de dar
confiança e de compartilhar uma bebida e uma pedra para a construção de uma
casa. Imagino o gato que vê o frio dentro das pessoas, imagino que passas na
igreja e que todos os homens sabem a oração do teu corpo
lobo
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
poema de amor também...
lanço a rede ao fundo,
para vislumbrar o poema
feito de palavra de nada
ou do que não foi dito ainda,
talvez da palavra calada,
duma porta fechada ou aberta,
alento de minha boca
uma dor que aperta,
memória dum tempo
ou da minha força, já pouca.
será o poema pássaro
que voa para o poente
de asas fatigadas
tocando as águas do mar
rumando à eternidade
docemente,
levando com ele meu olhar?
este poema é cego
e causa-me calafrio!
os seus resignados olhos,
são os meus,
às vezes são rio
que já corria
no ventre de minha mãe,
num sussurro morno
onde não há volta.
mas ainda assim me alegro,
porque este poema
é de amor também.
natalia nuno
rosafogo
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Submundos
Cometi um erro, ao permitir-me entrar num sonho que não era meu. Deixei-me conduzir por caminhos que me levaram ao abismo – esse submundo, onde só quem lá chega, sabe definir na derradeira viagem, a tormenta que se manifesta em lugares isentos da verdade.
Enquanto o meu corpo era amofinado por uma densidade estática, eu, viajante em outros mundos, não sabia como inverter o ciclo, e ser dona deste meu querer - ser de novo, no lugar onde medram todos os seres em corpos virgens e imaculados. Completava-se já a imagem que iria ser o protótipo de mim, e do outro lado, eu nem conseguia fazer acontecer um novo sonho, para voltar, e ver com os meus próprios olhos, o que estava a ser programado para dar nova vida ao meu corpo inanimado. Fiz-me então ao caminho - o mesmo caminho que me levara, e abandonei o sonho. Decidi assim, terminar com aquele cenário macabro, de me quererem transformar em algo, que nem o meu sonho permitia.
(Era um sonho devoto, mas desabrigado de todos os temporais, que por sua vez surripiavam até das copas das árvores, todos os ninhos, para que nada fosse criado e nem nascido naquele lugar).
Completava-se assim um ciclo. Na terra, cresciam já as novas tulipas brancas – a marca do futuro de todos os homens, com vontade de criarem novos sonhos de verdade. Na noite, nascia um vento miudinho, a fecundar-se na luminosidade crescente. Vi então claramente nos intervalos da luz, muitos pontos luminosos, que esperam ainda para nascer e difundirem-se como a luz forte de um farol.
Dolores Marques – Eventos Ônix 2013
quarta-feira, 17 de julho de 2013
o passar dos dias...
o sol inaugura o dia,
luminoso
e eu de negro intenso
e nada se apaga do que penso...
gosto do outono chuvoso
e ameno
entrego ao passado o pensamento
e tudo ao redor fica sereno,
não tenho ambições
nem vaidade
e creio que a solidão é
minha liberdade.
sinto a vida em mim
e a morte pouco importa,
hei-de cantar um sem fim
de refrãos que lembro,
tanta dor sentida
ou pensada,
tendo tudo e não tendo nada.
hei-de procurar o campo por companhia,
receber no rosto o hálito dos salgueiros,
no fundo será mais um dia
um, entre tantos,
a lembrar-me os primeiros.
hei-de ouvir as horas, no badalar
do sino o som duro
porque alguém morreu,
talvez o sol por cima do muro?!
ou quem sabe... também EU!
trago o olhar poisado sobre os dias
levo alguns versos para o caminho
olho as aves que sulcam os céus
deixo-me a flutuar em fantasias
o coração em descaminho,
fala por mim o olhar
levo sonhos a transbordar
e o vento traz consigo
este rumor sereno...
onde me abrigo.
natalia nuno
rosafogo
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Avaria
Ando adiantado
estou além e o tempo aqui
ou atrasado
estou aqui e o tempo além
chegará o dia em que terei o relógio acertado
numa cadeira vazia ...
Luíz Sommerville Junior , 1974
quinta-feira, 20 de junho de 2013
há um não sei quando...
trémula a última estrela
soltam-se palavras na memória
a dor ri de mim
é tanta a sombra que me envolve
no escuro
debalde a claridade procuro
no tempo que me tem,
e só é a saudade que vem
do tempo de além.
tiro da gaveta o linho
com o olhar turvado
morro como um passarinho
com seu cântico acabado.
trago o silêncio na garganta
e já nada me espanta
há um não sei quando
que me persegue
e um não sei onde me leva
há uma loucura de saudade imensa
uma coragem que se nega
e um frio que se faz presença.
natalia nuno
rosafogo
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Adormeço lagrima esguia
Adormeço lagrima esguia gota ansiada na boca seca blasfemos sentires desgarrados devorando o sonho agonizante no hiato do medo transforma-se em marasmos incorporados nas aselhas profundas da iris em confluências de desacatos neurais quimeras oxigenadas de bolores libertas na ferrugem das ondas nuances de cores, rascunhando o corpo albergue d`amor. Escrito a 12/06/13 |
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Goimbrassa
Loytyi taas vihdoin nettipaikka. Tata paasi kayttamaan kun naytti passia, ottivat jotain tietoja ylos.
Toissailta meni vahan pitkaksi kun innostuttiin pelaamaan biljardia paikallisten biljardihaitten Josen ja vaimonsa Katarinan kanssa. Esa voitti Josen kerran ja miesparka jarkyttyi kovasti.
Eilen sitten ajeltiin aivan upeissa maisemissa. Braga oli hiljainen, kaunis kaupunki. Niin hiljainen, etta kuvasimme valilla puluja uimassa suihkulahteissa. Mutta kun kaupungin 60 kirkkoa alkoivat soittamaan kelloja, oli hiljaisuus kaukana. Lahella Bragaa kavimme ihailemassa Bom Jesuksen kirkkoa ja varsinkin sen vieressa olevaa puistoa.
Seuraavaksi suuntasimme Guimaraesiin ja siellahan kaikki olivat pikkuruisessa kaupungissa. Meilla on jostain syysta tapana osua paikallisille juhlille ja tietysti taallakin oli sellaiset. Tykit jyskyivat, rummut ja muut soittimet pauhasivat ja kulkue kulki pitkin kaupunkia, lopussa varmaan kaikki guilmaerilaiset laulaen ja turistit ihmetellen. Suuntasimme keskusaukiolle, jossa varsinainen juhla oli.
Yopaikkamme oli upealla nakymalla vuoristossa jossain pikkukylassa.
Tanaan ajoimme aamupaivan pienia vuoristoteita, sitten moottoriteita kohti Goimbraa, jossa taas tungimme automme hotellin parkkihalliin. Muuten edellisessa tallissa Portossa autoa oli ottamassa viisi (5) henkea pois parkista ja siina meni noin 15 minuuttia. Kolme senttia taakse, kaksi eteen... Olisi varmaan ollut helpompi kantaa se parkista ulos.
Toissailta meni vahan pitkaksi kun innostuttiin pelaamaan biljardia paikallisten biljardihaitten Josen ja vaimonsa Katarinan kanssa. Esa voitti Josen kerran ja miesparka jarkyttyi kovasti.
Eilen sitten ajeltiin aivan upeissa maisemissa. Braga oli hiljainen, kaunis kaupunki. Niin hiljainen, etta kuvasimme valilla puluja uimassa suihkulahteissa. Mutta kun kaupungin 60 kirkkoa alkoivat soittamaan kelloja, oli hiljaisuus kaukana. Lahella Bragaa kavimme ihailemassa Bom Jesuksen kirkkoa ja varsinkin sen vieressa olevaa puistoa.
Seuraavaksi suuntasimme Guimaraesiin ja siellahan kaikki olivat pikkuruisessa kaupungissa. Meilla on jostain syysta tapana osua paikallisille juhlille ja tietysti taallakin oli sellaiset. Tykit jyskyivat, rummut ja muut soittimet pauhasivat ja kulkue kulki pitkin kaupunkia, lopussa varmaan kaikki guilmaerilaiset laulaen ja turistit ihmetellen. Suuntasimme keskusaukiolle, jossa varsinainen juhla oli.
Yopaikkamme oli upealla nakymalla vuoristossa jossain pikkukylassa.
Tanaan ajoimme aamupaivan pienia vuoristoteita, sitten moottoriteita kohti Goimbraa, jossa taas tungimme automme hotellin parkkihalliin. Muuten edellisessa tallissa Portossa autoa oli ottamassa viisi (5) henkea pois parkista ja siina meni noin 15 minuuttia. Kolme senttia taakse, kaksi eteen... Olisi varmaan ollut helpompi kantaa se parkista ulos.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Só resta a luz
Avisto ao longe a desgraça
O mundo resvala contra a corrente
Só resta a luz…
Solta-se das varandas e das janelas
Abertas para o mar
Avançam orquídeas em direção ao sol
Enquanto a noite se veste de branco
Do céu, chovem pétalas de cristal
Rituais que se confundem
Com o abismo profundo
Transportam-me para lá da vida
Enquanto a cidade dorme
E a luz…
Um novo movimento
Qual sémen delicado
No ventre do universo
(2009)
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Absurdo
a noite
companheira
de todos
os poetas
o absurdo!
com receio
de se acabar
no dia
caiu
e nunca mais
se viu
ficaram todos
os poetas mortos
de fome
e já nem sentiam
frio
nunca mais
o absurdo
se descuidou
e até
se procurou
num poema
nu
o absurdo
de todos
os absurdos
estava ali
caído
preparado
para todas
as noites
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