Espero que apareças...
Espero-te aqui na esquina,
mas não esqueças!
Traz
contigo o perfume campestre,
o mesmo que me ofereceste
quando era
menina.
Chorei,
no dia em que nos despedimos.
Só eu sei!
O gosto das
lágrimas salgadas,
as vozes enamoradas,
o beijo exasperado,
a lembrança de
mão na mão.
O coração trémulo, calado.
A nossa sede, o nosso
abraço
A minha oração sem esperança
O meu rosto sem traço
Aquele que me
viste em criança.
Sangue sem sangue, sem pulsação
E a noite, a
mansidão?
Meu vestido branco, flores no cabelo
louco, louco este meu
desvelo.
Com meus olhos digo que amo
Meu andar fica cativo
No meu sonho
por ti chamo
Amo-te, amo-te!
Docemente te digo.
Espero que
apareças!
Recolhe-me no teu olhar
e não esqueças,
traz contigo a magia do
luar,
e uma ou duas lágrimas para às minhas juntar.
Faremos um lago a
soluçar,
e dos meus olhos cairão rosas,
que crescem ainda, por entre pedras
preciosas.
E nossos dias serão de marfim.
Falaremos de magnólias, de
jasmim,
enquanto os nossos sonhos adormecem.
E depois, por fim...
o
tactear que buscámos tanto
Milagrosos sonhos que permanecem,
e vamos
sonhando por enquanto.
natalia nuno
rosafogo
imagem ret.da net