Eu caminho só!...
Na estrada do bem,
Onde tantos me dão a mão
Já vazia de bondade.
Estendo a minha também
Como um jogo de dominó,
Que eu perco como quem
Abre o seu coração,
À mão de uma amizade,
Que em necessidade que tem
Vestígios de uma saudade,
Num percurso peregrino,
Que caminha com liberdade,
Porque é este o seu destino.
sábado, 24 de março de 2012
sexta-feira, 23 de março de 2012
Uma tarde de excelente poesia, a não perder, amanhã sábado



A autora, MARIA ANTONIETA OLIVEIRA, e a Temas Originais têm o prazer de o convidar a estar presente na sessão de lançamento do livro “ENCONTRO-ME NAS PALAVRAS” a ter lugar no Auditório do Campo Grande, 56, em Lisboa, no próximo dia 24 de Março, pelas 18:30.
E ainda :
2ª sessão de lançamento do livro “NONO SENTIDO” de CARLOS VAL, pseudónimo literário de Conceição Bernardino, e do livro “DA SERENA IDADE DAS COISAS”, de TERESA TEIXEIRA no mesmo auditório e no mesmo dia 24 de Março, pelas 16.00
Uma tarde de excelente poesia a não perder
Todos ao auditório do Campo Grande, amanha sábado
Ai ai quem me dera puder ir
GOTAS DE ORVALHO
Gotas de orvalho pousam na folhagem
Despontam os primeiros rebentos
Vem à memória a imagem...
Da primavera doutros tempos.
A primavera da minha infância
essa que nunca esqueci!
Nem sei se de lá parti.
O céu azul, o rio corria
O cheiro da terra, o cheiro do pão
Os pássaros cantando terna melodia
E eu ali, raio de sol no meu chão.
Rouba-me o sono esta lembrança
Chega a doer esta visão
De me sentir vivamente criança
De arco na mão
Ali na minha terra quente
Onde aprendi a ser gente.
A sombra sobre mim cai...
E a vida já se esvai...
natalia nuno
rosafogo
Os pássaros cantando terna melodia
E eu ali, raio de sol no meu chão.
Rouba-me o sono esta lembrança
Chega a doer esta visão
De me sentir vivamente criança
De arco na mão
Ali na minha terra quente
Onde aprendi a ser gente.
A sombra sobre mim cai...
E a vida já se esvai...
natalia nuno
rosafogo
VERSOS DE AMOR NUNCA SERÃO DEMAIS
Todas as palavras podem ser banais
Mas se um dia em meu peito habitou um cardume
Versos de amor nunca serão demais
Mesmo quando resta só um rumor do teu perfume
Esta saudade de ti, esta distância
Dos teus lábios perdi o gosto
Do teu corpo esqueci o mosto
Quisera eu combater esta ânsia…
Perdi até o luar d’Agosto
Tinha tanto p’ra te dar
Já não há folhas de rosto
No fogo aceso dum olhar
Não (es)corre mais o rio Tejo
Com as mãos ainda te desejo
Todas as palavras podem ser banais
Versos de amor nunca serão demais
Deixa-me comtemplar-te
O instante só dum sorriso
Para de seguida amar-te
Neste nosso laço impreciso
Meus olhos há muito que esqueceram a cor
Alguma vez tinhas desfeito em pó uma flor?!
quinta-feira, 22 de março de 2012
Horizontes
vale fértil
conselheiro
e verdejante
no esplendor
da fonte de vida
serra minha
sem nome
perdida no tempo
agreste
árida
fria
da má sorte
na espera
da bonança
aves canoras
em voos curtos
são sinfonias
em compassos valsais
na chegada da aurora
cristalino orvalho
matinal
que nos dias outonais
é neve nas mãos
e fogo na alma
noite cálida
morte nua
e sua
a solidão a aquecer-se
em frente da lareira
no silêncio cortante
do palpitar do coração
nu…ainda
trinar duma guitarra
quarta-feira, 21 de março de 2012
Dia Mundial da Poesia
Hoje refresco-me de poesia
deixando as palavras
escorrerem-me aos olhos.
Os sentidos dos versos
vestem-me o corpo
de rimas soltas e leves.
O poema
lambe-me a face vermelha
quando escrevo o desejo de te ter.
Hoje é dia de acordar
e viver as flores
Agarrar o vento,
estender as asas e voar
É dia de lançar frases com sorrisos
Colher o aroma dos teus lábios
e amar
E porque a saudade aperta
nesta loucura de ser poeta
escrevo o momento de prazer
de saber-te em mim
e nos teus olhos me rever.
deixando as palavras
escorrerem-me aos olhos.
Os sentidos dos versos
vestem-me o corpo
de rimas soltas e leves.
O poema
lambe-me a face vermelha
quando escrevo o desejo de te ter.
Hoje é dia de acordar
e viver as flores
Agarrar o vento,
estender as asas e voar
É dia de lançar frases com sorrisos
Colher o aroma dos teus lábios
e amar
E porque a saudade aperta
nesta loucura de ser poeta
escrevo o momento de prazer
de saber-te em mim
e nos teus olhos me rever.
terça-feira, 20 de março de 2012
SOMBRA PROTECTORA
A voz do silêncio
É o silêncio da tua voz
Que ressoa dentro de mim
Mas que deixou de ser facto
Na cumplicidade de nós!
Vaidoso no teu fato
Caprichando na gravata
Saímos como pássaros vadios
Por todos os cantos e recantos
De mão dada!
A felicidade inundava-me
Tu eras um sábio
De tanto saber da vida
E pelas tuas histórias
Eu ouvia, quase via
As sagas das tuas memórias!
Agora és aquele vulto
Que se precipita de mim
Nos lugares percorridos
E como em criança
Quero agarrar essa sombra
Que vai sempre à frente
Que me guia e avança!
Etiquetas:
SOMBRA PROTECTORA - MARISA SOVERAL
segunda-feira, 19 de março de 2012
A Dona Antónia
A Dona Antonia escreve versos, aquilo parece a sirene dos bombeiros a correr para o fogo. Que aqueles babosos versos lhe adocem os beiços. Ela ha-de dar aquelas lamechices a uma casa de caridade. São fracos versos que a consolam naquele abandono de homem e filhos. A Dona Antonia gosta de costurar, é uma artista no ponto cruz, uma devota do ponto cruz e do Dr Sousa Martins padroeiro das diarreias e das cólicas. A Dona Antonia e os seus versos amarelos como a bilis. Ela entretem os seus bichos de estimação entre eles as pombas que poisam no peitoral a mendigar umas migalhas literárias. Dona Antonia e os seus versos fofos e quentinhos que cheiram a mofo e a naftalina.
lobo
lobo
24 Março - Lisboa - Carlos Val e Teresa Teixeira
Os autores, Carlos Val, pseudónimo literário de Conceição Bernardino, e Teresa Teixeira, e a Temas Originais têm o prazer de o convidar a estar presente na sessão de apresentação dos livros “Nono Sentido” e “Da serena idade das coisas”, a ter lugar no Auditório do Campo Grande, 56, em Lisboa, no próximo dia 24 de Março, pelas 16:00.
Obras e autores serão apresentados pelos poetas Rosa Maria Anselmo e Xavier Zarco.
Amo-te Pai
Hoje
vejo-te como ontem
Sorriso aberto
Olhar feliz
Caminhas no teu passo compassado
Na calma dos dias que passam
Teus olhos verdes sorridentes
Sorriem para mim
Como ontem.
Abraço-te
nesses braços inertes
Beijo
tua face queimada
enrugada
Acaricio
o teu cabelo branco
Hoje
Estás presente
Como ontem
Como amanhã
Sempre!
Amo-te pai!
vejo-te como ontem
Sorriso aberto
Olhar feliz
Caminhas no teu passo compassado
Na calma dos dias que passam
Teus olhos verdes sorridentes
Sorriem para mim
Como ontem.
Abraço-te
nesses braços inertes
Beijo
tua face queimada
enrugada
Acaricio
o teu cabelo branco
Hoje
Estás presente
Como ontem
Como amanhã
Sempre!
Amo-te pai!
domingo, 18 de março de 2012
INSOLITA ALEGRIA

Eu sinto e me extasio
Quando a lua me vem segredar
Que a noite está por um fio
E os sonhos em mim pernoitar.
Sinto a minha alma tocada
Meu coração sossega no peito
O amor acontece lá mais na madrugada
Nesta noite de tempo perfeito.
O sonho toma conta dos meus
sentidos
Num sossego me detenho
Me aconchego em pensamentos
estremecidos
Lembro os rostos que beijei
no aroma da infância...
Nem sei se me acostumarei,
a esquecer a distância.
Dói-me a recordação
que trago no olhar
e no coração,
da criança sentada à sombra do loureiro.
Amada p'las nuvens e p'lo rio
Nascente de luz e cheiro
Que nesta noite do tempo acaricio.
Insólita alegria
Que ainda em mim sobrevive.
Nasci olhando a água, era dia
de tempestade,
do ribombar do trovão.
Desse tempo a saudade...
ainda trago no coração.
rosafogo
natalia nuno
sábado, 17 de março de 2012
Explosões incontidas
Na tarefa do rio intenso
onde corre a voz do pranto,
fervor de um caudal extenso
até que se cure o quebranto.
Nuances tingidas de amor
nos corpos intervenientes,
pelos enfeites de tanta dor
irmanando outras correntes.
Entre os pontos quase mortos
e tantas pedras descascadas
que na madrugada rasgam.
Ilusão em vínculos tortos
entre quedas e debandadas
pelo alvor se embriagam.
António MR Martins
onde corre a voz do pranto,
fervor de um caudal extenso
até que se cure o quebranto.
Nuances tingidas de amor
nos corpos intervenientes,
pelos enfeites de tanta dor
irmanando outras correntes.
Entre os pontos quase mortos
e tantas pedras descascadas
que na madrugada rasgam.
Ilusão em vínculos tortos
entre quedas e debandadas
pelo alvor se embriagam.
António MR Martins
Entre mim e o ventomais do que um acordo...
a cumplicidade andarilha,
a sabedoria ancestral
de alguém, sem idade
mas que não se tem
sobre um pedestal
Entre mim e o vento
o compromisso, a promessa
ele carrega a poeira,
o lixo da minha alma
e leva-os para longe
para as dunas dum tempo
que se esgueira da vida
que ainda me resta
e às vezes me esqueço
que fiz merecida
Entre mim e o vento
mais do que a alergia
às coisas mundanas
ele transporta o sonho
que me dá alento
e transforma em poesia
o que poderia ser ...
apenas um lamento.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Sinais
A lua trazia uma adaga prateada
escondida na dobra do vestido
quando surgia por detrás das árvores
projetando um luz ensanguentada;
sempre que caía a noite
e a sombra dos deuses se confundia
com o choro apocalíptico das hienas
a traçar os sinais de uma dor futura
______________________________________
O POEMA QUE NÃO TE LI
Não penses que me esqueci de ti.
Não esqueço que um dia ao teu leito pertenci
Um dia de cego e quente amor (tão tua) me perdi…
Na noite em que roubei o sol e me vesti
Ao teu íntimo murmurei e pedi
Leve, que me deixasses possuir-te, desci
Breve, soltei-te as vestes, renasci…
Não esqueço que um dia ao teu leito pertenci
Um dia de cego e quente amor (tão tua) me perdi…
Na noite em que roubei o sol e me vesti
Ao teu íntimo murmurei e pedi
Leve, que me deixasses possuir-te, desci
Breve, soltei-te as vestes, renasci…
Não esqueço a flor de lótus que para o teu sorriso colhi
Numa era em que só aos teus olhos me (p)rendi
Partilhei, vivi, amei, sorri, chorei, aprendi
Numa era em que só aos teus olhos me (p)rendi
Partilhei, vivi, amei, sorri, chorei, aprendi
Tanto mendiguei nos teus braços
Tanto superei a tempestade
Quisera eu o calor daqueles abraços
Para navegar no mar em liberdade…
Não, não penses que me esqueci de ti.
Tanto que eu pedi para voltares
Tanto eu pedi para me amares
Que importa se dos olhos salgam gotas?
Se tu olhas e finges que não notas?!
Tanto superei a tempestade
Quisera eu o calor daqueles abraços
Para navegar no mar em liberdade…
Não, não penses que me esqueci de ti.
Tanto que eu pedi para voltares
Tanto eu pedi para me amares
Que importa se dos olhos salgam gotas?
Se tu olhas e finges que não notas?!
Morreu-me ao canto dos lábios o poema que não te li…
No dia em que me esquecer de ti
Quando me faltar a palma unida
Meu amor, quando me faltar a vida
Morri.
Quando me faltar a palma unida
Meu amor, quando me faltar a vida
Morri.
07.03.2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
Queda no Auge
![]() |
| Imagem: retirada da net (autor desc) |
Perco-me por entre todas as folhas caídas no chão do pensamento. Vento que passa esvoaçando-as à reflexão presente, volvendo ao futuro que se quer perto. Eis a contradição da beleza morta, caída na realidade viva. Nada mais natural - penso. Caíssem também por terra - tal como as folhas das árvores -, os desvalores humanos orientados pela sede do ego. Fizessem germinar novas plantas fornecendo-nos oxigénio, tal como precisamos de Luz. Observo, como que de fora, todo o corrupio da cidade, pensando que tudo terá que ser diferente, continuando na imutável sabedoria de uma natureza que é Mãe.
30112011
terça-feira, 13 de março de 2012
Entardecer...
Diz como está hoje o pôr-do-sol
Enquanto me contas, eu penso
Como és lindo, e que sorte tenho em ser
A metade de um conto de entardecer
Que observo ao te escutar,
Porque meus olhos são tua voz…
Vem…chega aqui…sim… mais perto,
Quando estamos pele com pele
Minhas mãos te desenharão
Seu perfume me dirá seus segredos
Junto a ti…assim…unidos…
Sem saber porquê…
Com certeza perceberemos
O resplendor de uma ilusão
Por que a teu lado, e a meu lado…poderemos esquecer…
Para mim sempre é de noite, mais uma noite
Contudo essa noite é como um entardecer
Se consegues que a vida me toque, assim…num toque
Seus olhos são os que brilham
E a lua que te apague,
Que em minha eterna escuridão
O céu tem nome: teu nome
O que eu não faria por contemplar-te
Ainda que fosse um breve instante…
Não…por favor não…nunca mais te condenes
Por tentares amanhecer
Não se perca de novo…na noite…nessa noite
Por que sua alma
Brilha com mais força
Que um milhão de sóis
Mas, em sua eterna escuridão…em minha vã escuridão
Por vezes…às vezes se ouve a voz
Que não daria eu por contemplar-te?!
Ainda que fosse um breve instante…
Vá lá…vem…chega aqui…sim…mais perto
E sussurrando-me ao ouvido
Diz como está hoje o pôr-do-sol…
Enquanto me contas, eu penso
Como és lindo, e que sorte tenho em ser
A metade de um conto de entardecer
Que observo ao te escutar,
Porque meus olhos são tua voz…
Vem…chega aqui…sim… mais perto,
Quando estamos pele com pele
Minhas mãos te desenharão
Seu perfume me dirá seus segredos
Junto a ti…assim…unidos…
Sem saber porquê…
Com certeza perceberemos
O resplendor de uma ilusão
Por que a teu lado, e a meu lado…poderemos esquecer…
Para mim sempre é de noite, mais uma noite
Contudo essa noite é como um entardecer
Se consegues que a vida me toque, assim…num toque
Seus olhos são os que brilham
E a lua que te apague,
Que em minha eterna escuridão
O céu tem nome: teu nome
O que eu não faria por contemplar-te
Ainda que fosse um breve instante…
Não…por favor não…nunca mais te condenes
Por tentares amanhecer
Não se perca de novo…na noite…nessa noite
Por que sua alma
Brilha com mais força
Que um milhão de sóis
Mas, em sua eterna escuridão…em minha vã escuridão
Por vezes…às vezes se ouve a voz
Que não daria eu por contemplar-te?!
Ainda que fosse um breve instante…
Vá lá…vem…chega aqui…sim…mais perto
E sussurrando-me ao ouvido
Diz como está hoje o pôr-do-sol…
domingo, 11 de março de 2012
17 Mar - Porto - Carlos Val (Conceição Bernardino)
O autor, Carlos Val, pseudónimo literário de Conceição Bernardino, e a Temas Originais têm o prazer de o convidar a estar presente na sessão de lançamento do livro “Nono sentido” a ter lugar no Olimpo Bar Café, sito na Rua da Alegria, 26, no Porto, no próximo dia 17 de Março, pelas 17:00.
Obra e autor serão apresentados pela poetisa Rosa Maria Anselmo.
Obra e autor serão apresentados pela poetisa Rosa Maria Anselmo.
Palavras cuspidas em surdina
Passas a língua sobre o rio que parou de correr
Procuras ávida o que o mar não devorou,
Chagas, amantes ocasionais degradam-se
Nas flores ressequidas que alguém te ofereceu
Sossega o vómito, a luz levanta-se
Das palavras cuspidas em surdina
A dor aperta, amputei as marés dos teus braços,
Da ausência, da timidez dos santos
Na suave ansa do grito espelha-se o lume
Deixemo-nos aquecer nas incuráveis
Preces do inferno antes que arrefeça
Carlos Val
Procuras ávida o que o mar não devorou,
Chagas, amantes ocasionais degradam-se
Nas flores ressequidas que alguém te ofereceu
Sossega o vómito, a luz levanta-se
Das palavras cuspidas em surdina
A dor aperta, amputei as marés dos teus braços,
Da ausência, da timidez dos santos
Na suave ansa do grito espelha-se o lume
Deixemo-nos aquecer nas incuráveis
Preces do inferno antes que arrefeça
Carlos Val
COMO INVENTAR SONHOS
Rumo a um porto que não existe
Na esperança de alcançar felicidade
O vento roda ... em levar-me insiste
À lonjura donde me vem a saudade.
Este longo inverno que já não termina
E o frio norte que não traz um sorriso!
Nos meus olhos a neblina
... E da infância chega uma doce brisa.
Voltarei ao ar perfumado
da minha gente
À primavera das amendoeiras em flor
Me entrego ao vento fervorosamente
ao seu fragor.
Rompe dos meus olhos a água
No meu rosto a inocência primeira
No coração a mágoa
Que brota sem fronteira.
Peço à esperança que viva sempre
em mim
Me traga dia a dia uma palavra nova
Um sorriso, um aroma a jasmim
E de estar viva me dê a prova.
Me deixe sentir o êxtase da felicidade
Não me deixe do tempo prisioneira,
ou sofra com sua voracidade.
E os silêncios se farão doçura
neste tempo maduro de viver
A vida me dará uma mão
cheia de ternura
E o terrível vazio vou esquecer.
natalia nuno
rosafogo
O vento roda ... em levar-me insiste
À lonjura donde me vem a saudade.
Este longo inverno que já não termina
E o frio norte que não traz um sorriso!
Nos meus olhos a neblina
... E da infância chega uma doce brisa.
Voltarei ao ar perfumado
da minha gente
À primavera das amendoeiras em flor
Me entrego ao vento fervorosamente
ao seu fragor.
Rompe dos meus olhos a água
No meu rosto a inocência primeira
No coração a mágoa
Que brota sem fronteira.
Peço à esperança que viva sempre
em mim
Me traga dia a dia uma palavra nova
Um sorriso, um aroma a jasmim
E de estar viva me dê a prova.
Me deixe sentir o êxtase da felicidade
Não me deixe do tempo prisioneira,
ou sofra com sua voracidade.
E os silêncios se farão doçura
neste tempo maduro de viver
A vida me dará uma mão
cheia de ternura
E o terrível vazio vou esquecer.
natalia nuno
rosafogo
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