Há na confluência do tempoUm marejar doce de águas
Uma ponte iluminada de outros rios
Aqueles que se serpenteiam pelo mar
Na orla fresca da praia distante
Há na confluência de mim
Um soltar de estrelas findas
Na orla remota do cosmos
Numa colmeia de astros virginais
Há no corpo um rasgar doce
Dos traços suaves de poemas vadios
Lavrando a beira pura da semente
Estendida no húmido sol do querer
E são os teus olhos ….amor
que me confluem no etéreo lusco-fusco
da infinidade dialéctica de ser dor
Escrito a 25/02/12






