A me envolver em breu – intemporal e espesso
Num abraço desigual, cumplicidade
Que por minha alma insubjugável agradeço.
Infinito coração, infinita felicidade…
Quando penso que tu és meu para sempre…
Carla Costa (01/09/2011)


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(imagem da net)Caros cidadãos, venho por este meio prestar a minha solidariedade com o nosso amigo Aníbal e a sua Mariazinha, peço-vos encarecidamente que ajudem e contribuam com alguma coisinha. Este pobre homem só recebe onze mil trezentos e quarenta e dois euros mensalmente. É impossível com este rendimento aguentar o custo de vida, como pode este casal de desgraçadinhos viver com dignidade se não ganham o suficiente para pagarem as despesas no final do mês?
Enviei cartas a todas as instituições de caridade do nosso país até para o albergue dos sem-abrigo da Trindade que se prontificaram logo a dar-lhes uma sopinha quente o problema é que a Mariazinha não gosta de comer na marmita só sopas de pacote e o Aníbal faz alergias à couve lombarda só engole as de Bruxelas. Bem que eu andava desconfiada, porque o homem só abre a boca para dizer; “eu avisei que isto não andava nada bem”.
Por isso seja solidário envie para o Palácio Nacional de Belém o que puder, arroz carolino, santolas, cheques visados, cupões de descontos dos hipermercados, raspadinhas, lotarias, produtos de beleza para a Mariazinha, porque a verdade se diga a senhora anda muito mal das peles, eles aceitam tudo desde que o valor seja superior ao rendimento mensal.
Eu já fiz o meu donativo mandei-lhes um das Caldas bem grande para irem gozar com o caralho
Ajude, eles sempre foram tão poupadinhos, enviem-lhes o manual, “como viver com cento e cinquenta euros mensais
Viva a igualdade, viva o Presidente do choradinho
Conceição Bernardino
Contra-indicações: se sofre de gases, azia, urticária, varizes, hemorróidas, acne, enxaquecas, lombrigas, bicha-solitária, pés de galinha e outras coisas acabadas em inha não leia, caso sinta algum destes sintomas procure de imediato um totó.
Ando com um totó entalado no nariz, o raio do macaquinho entope-me as fossas nasais de tal forma que nem um balde de água do mar o afoga, já experimentei de tudo, pinças, cotonetes, lipoaspiração e imaginem só que até o tubo do aspirador tentou suga-lo mas a única coisa que aspirou, foi uma moeda de cinquenta cêntimos, fizeram-me cá um jeitaço dos diabos estava mesmo tesa que nem um jaquinzinho.
Existem vários tipos de totós, para cabelos compridos, curtos, ondulados e para carecas, confesso que o meu preferido é daquele mesmo totó até ao tutano que compra todos os manuais instrutivos para totós. Estou a pensar seriamente abrir uma instituição de apoio ao totó e para totonas e angariar umas croas à custa desta classe mais desfavorecida. Dói-me muito quando vejo um totó a chorar por maus tratos de foro cabeludo ou narigudo, tudo lhes pega é piolho, chato, sarna, carraça que dá cá umas comichões entrefolhos que nem vos conto. Pobres vítimas da civilização enfiados por baixo das carapuças e dos chapéus de palas circulam por todo o lado e se abanarmos muito a cabeça o coitado vomita, porque não consegue aguentar uma mexedela de consciência, precisa sempre de uma cabeça que o guie, nem que seja a do alfinete que é bom para furar balões em dias de festa, ou na procissão da nossa senhora dos caramelos sem açúcar para segurar no estandarte dos chupas. Ai por falar em chupas, já me esquecia de comunicar aos totós que já existe chupas à venda nas farmácias a custo baixo ou alto, conforme a medida do totó, são feitos de vaselina com sabor a arroz de pato, não vá alguém lembrar-se de prender os cabelos do cú.
Viva os totós, viva a liberdade dos caramelos!
Conceição Bernardino
(Foto D.M. Moção uma aldeia esquecida em Castro Daire)