segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Comunicado
Imagens que ficam, Palavras que se entrecruzam- (Antologia Tu Cá, Tu Lá, II)

Cada autor na sua singularidade a na sua diversidade tenta com as suas palavras encontrar conceitos que expliquem a complexa estrutura inerente à condição humana.
Aqui estão representados pelos variadíssimos autores,a condição espiritual e metafisica,as alegrias,as tristezas,as memorias e as saudades...o amor ,a ligação a terra e a natureza.
Debrucei-me sobre a nota introdutoria,porque é a meu ver aqui que se encontra toda a riqueza e toda diversidade ,é a coluna dorsal desta antologia.
Nestas pequenas notas introdutorias encontramos uma enorme diversidade de questionamentos e repostas que nos levam a amar esta antologia e a pensar que é única e diferente,das muitas que tenho tido nas mãos ,não é apenas uma compilação de poemas de vários autores,mas um resumo desta nossa viagem pela terra e pelo espaço sideral.

Maria Gomes por exemplo,da como titulo ao seu conjunto de poema "fragmentos de um destino".Ou Clarisse Silva"Cinco temas o mesmo destino,o destino da cada um de nós"
Marisa Soveral explora a vida e os seus antagonismo,"o belo e o terrível,o amor que purifica e o desamor que destroi,a felicidade e a infelicidade. Ainda sobre o amor Ana Martins na sua participação "Sempre" escreve que "o amor é o único sempre de que se faz a vida".A todo este conjunto de sentimentos podemos acrescentar a poesia da Maria Antonieta Oliveira,com os seus "sentires"

Natalia Canais Nuno,com os seus "entardeceres nocturnos"onde compara a sua poesia a beleza da natureza e a sua constante mutação e transformação.Podemos ler de como a ideia da distribuição da terra nos pode dar uma imagem poética plena de sentires,em" Mi(n)fundios""amostra dos frutos que cultivo"Teresa Teixeira.
O amor,os seus encantos e desencantos é sempre um tema incontornavel na vida e na escrita,Gonçalo Lobo Pinheiro,explora aqui "O teu olhar", As desilusões e as frustrações no campo do amor"a libertação de sentimentos antigos para dar espaço a novos sentimentos

As fragilidades da condição humana,o tema explorado por São Gonçalves,o ser humano visto nas suas forças e nas suas fraquezas,a fragilidade dos corpos,dos sentimentos,do passar do tempo.
Os sonhos explorados pela mão de Eduarda "Sonhos etiquetados",Ou a visão do mundo com Fernanda Esteves.
A perfeição e a imperfeição explorados pela mão do poeta José Carlos Patrão, o mundo real e mundo imaginado uma realidade do mundo moderno e consequencia das ligação ao mundo virtual,onde segundo autor se intensificam as qualidades em detrimento dos defeitos.A procura do autor em se encontrar nas suas qualidades e defeitos...
A sátira ,na escrita de Lobo Duarte,uma visão mais lúdica da vida.
E a inexorável passagem do tempo sempre presente nas nossa vidas,Runa escreve "seguindo o escoar dos tempos.Também Antonio Bernardino escreve "janelas do meu tempo""E na passagem do tempo nascem as memórias,tema riquíssimo no domínio da poesia,trazido aqui por Verissimo salvador Correia,"memórias que o tempo não consumiu".Luis Sommerville,associa o sentir a um relógio ajustado,onde as palavras escorrem do passado e desaguam no presente
O silêncio e alma metamorfoseados em palavras,nas mãos de Liliana jardim"Solto a alma nas folhas,tingidas do pretérito...versos esculpidos no silêncio"
E a transformação da nossa pequenez em algo mais grandioso através da escrita de Dolores Marques ,"Fios de luz"são os fios que devemos seguir ,"rituais de transformação que nos purifique a alma e acalme os corpos,a escrita como balsamo ,para as fraquezas do corpo.
"viver ,simplesmente,e o corpo se ajeita,o pensamento coaduna-se através de rituais sistémicos,desliga-se do invólucro que traz sempre que há madrugadas claras e olhos postos no céu."
No entanto ,tudo é relativo e tudo pode ser tão diferente no sentir da cada um,António Martins escreve na sua nota"Pro eminencias""A relação entre a relatividade e a existência de cada sentir".
Este é o meu trabalho sobre a obra, que gosto e que tenho mais uma vez a honra de fazer parte.
A todos os autores a maior sorte e o maior sucesso.
São Gonçalves.
Que este seja só mais um passo, no seguimento da partilha entre todos, objectivo da criação deste blogue, para que nas palavras nos encontremos.
A todos o meu muito obrigado, pelo que fizeram deste dia!
(Dolores Marques)
(Fotos - Natália Nuno, Via Facebook)
domingo, 8 de janeiro de 2012
GOTA DE ORVALHO
Pende o orvalho reluzente
Os pássaros imperturbáveis gorgeiam
A fronte me pesa e lentamente
Os pensamentos se passeiam.
A insónia vem agitar-me
o sono
Na saudade vem afogar-me
e nela me abandono.
Meu coração descansa
já a tudo tão alheio
O sol confuso se afastou!
Ficou minha memória apaziguada
E de palavras me rodeio
Aqui estou,
no meio de tudo e de nada.
Os pássaros fazem-me sinais
Suas vozes são vozes do céu!
Tantas coisas novas e velhas cantais,
que o desejo de viver
o coração acolheu.
E os sonhos que sonhei,
os anos que por mim passaram,
tudo o que no peito calei?
As minhas palavras não calaram.
Já no céu estrelas pontelhadas
E a Lua traz aquela luz que é nostalgia
Vão-se as noites, surgem as madrugadas
Invento o amanhã num desdobrar de utopia.
natalia nuno
rosafogo
Imagem do blog - imagens para decoupage
2º Antologia Tu Cá, Tu lá – A Força da Amizade
Quando a poesia se despoja do sussurro das palavras
confinadas à geometria enigmática da solidão do poeta
e veste o colorido mistério que incendeia na luz dos rostos
a transparência cristalina de mil sorrisos partilhados;
a amizade pode ser o mais belo dos poemas declamados
Quando a poesia rima com a fraterna respiração dos sentidos
e um sopro de sílabas abraça a sintonia fugaz dos corpos,
não importa de que lado da margem rugem as vogais do vento
nem quão distante e sinuosa é a métrica dos caminhos;
a amizade será a candeia que irá alumiar o resto da viagem
Mesmo que o sol se esgote no ardor obliquo das noites
e as asas exaustas, sigam, esvoaçando rente ao chão,
podemos sempre, num impulso ousado de mariposa,
cerrar os olhos e ascender ao mais inacessível dos Olimpos
Foi para mim um enorme prazer ter ido ao Porto e ter conhecido tanta gente, nesta que foi a minha estreia nestas andanças. As palavras acima, são a minha forma de agradecer a todos o carinho dispensado. Até breve.
Grande abraço
Runa
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Amanhecer, em mais uma noite
A chuva
vai castigando a noite pela manhã
lá fora
aqui tão dentro.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Saudações

Tento lembrar todos os eventos que tiveram lugar, num outro lugar e não alcanço esse lugar.
Tenho medo de andar e ando tantas vezes quantas as que me fizeram partir.
medo de perder o andar
medo de perder a fala
medo de perder a visão
medo de perder a sensibilidade necessária para o prazer desmedido que me faz ser ainda alguém, pronto para aceitar a vida e tudo o que quiser ser, ou não ser, mesmo sem conseguir caminhar.
Saúdo-Vos amigos!
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Antologia Tu Cá, Tu Lá

Luiz Sommerville
sábado, 31 de dezembro de 2011
A Dama E O Pescador - Feliz Ano Novo
Se hoje eu soubesse
escreveria
o poema mais sublime
mas quem não sabe escrever
deve venerar
os poetas que glorificam
- a palavra cantada!
deve amar o pai
que desejou, fez e semeou
- a trova!
Se hoje eu soubesse
escreveria
o poema mais sublime
mas quem não sabe escrever
tem d´amar o trovador
que honra a donzela
(mãe de todas as canções)
para que nela nasça o reinado
dos filhos de todas as gerações
JouElam, 311220111420
Votos sinceros de próspero Ano Novo 2012 para o Tu Cá Tu Lá , todos os seus colaboradores,familiares e amigos.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Apresentação da Antologia Tu Cá, Tu Lá II

Os autores e a Temas Originais têm o prazer de o convidar a estar presente na sessão de lançamento do livro “Tu Cá, Tu Lá 2” a ter lugar no Olimpo Bar Café, sito na Rua da Alegria, 26, no Porto, no próximo dia 7 de Janeiro, pelas 16:00.
Chegou enfim o dia em que podemos confraternizar ususfruindo da companhia uns dos outros num Tu Cá, Tu Lá, que nos tem dado muito.
Agradeço em primiero lugar à Liliana por se ter dedicado na organização desta antologia e à Fátima pelo que contribuiu para este blogue.
Agradeço a todos os autores pela contribuição que têm dado com as suas poesias, assim como a todos os que aceitaram fazer parte desta Segunda Antologia.
Até lá, um abraço a todos!
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Apenas e só
mortas.sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
MINHA ILUSÃO É UMA JANELA
BOAS FESTAS A TODOS OS AMIGOS DO TU CA TU LA
Minha ilusão é velha
Como os alámos da minha rua
Quando a lua neles se espelha
Se amarra a minha alma na tua.
Meu rosto na noite enrugou
É esta a verdade,
até o pranto rolou!
Deus queira que a saudade
Seja a razão de viver,
e lágrimas dos olhos arrancar.
Se a dor ao coração assomar?
Defendo-me com firmeza
Se essa má hora vier
eu terei a certeza.
E coragem tanta!
Que em mim não vai caber.
Minha ilusão é uma janela
Donde avisto meus anos mortos
Passou a vida e eu por ela
Trago no passado os olhos postos.
O que digo é sim ou não,
ou talvez apenas.
Talvez sim,
meu pensamento em rebelião
Ou então não!
São apenas minhas penas.
Ou loucura?
Mas meus olhos se afogam
em ternura.
Lembrando pés descalços
em serena liberdade, num
regato claro de saudade.
rosafogo
natalia nuno
imagem retirada do blog imagens p/ decoupage
Roda Viva
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
SENTIR NATAL
Com o vibrar das coisas simples
Das luzes das pinhas mansas
Feitas da lareira o aconchego
A alegria que paira no ar
Portadora de esperança
Vozes que vazaram o tempo
Em lembranças desfeitas em saudade
O menino Jesus que na madrugada
Era trazedor das modestas prendas
Que faziam o nosso enlevo
Que não tinha o pai natal sido ainda inventado.
Quisera regressar no tempo
E trazer comigo as coisas
Mas sobretudo o calor das vozes
No ânimo que lhes dava alento
E assim voltar a viver
O Natal da minha infância.
Mas não se fica por aqui o meu sonho de Natal
Que mais funda é a prece que jorra dentro de mim
Que comporta um mundo melhor
Feito dádiva fraterna
Ao indigente que a sociedade despreza
Ao simples sem eira nem beira
Com quem me cruzo tantas vezes sobranceiro
Distraído do igual a mim
Esse que sem o calor do olhar
E a riqueza da palavra amiga
Não pode entender Natal
Antonius
Quando nas quimeras perdi meus olhos
E do amor quente que escorre te sacias
Enquanto morro aos poucos neste leito
Extasiado, em delírio nas nossas fantasias.
Um toque na face.
O desejo.
A despedida perfeita.
Um olhar.
A selar a dor
Um beijo.
Depois do sonho, a eternidade foi o fim.
Depois da existência, o brilho do adeus
E a beleza de duas lágrimas de marfim.
Pranto que se perde no silêncio
Dos passos que te afastam de mim.
Quando nas quimeras perdi meus olhos
O teu cheiro em várias camas procurei
Mas na memória, não te encontrei.
Assim, o tempo contornou os dias
Em noites de fados intermináveis
Escuros, tristes
E tão fáceis
Que me perdi na melodia das guitarras
Friamente só
Eternamente só.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Livro da Vida
(Imagem google)
Abri o livro da vida
e nele me encontrei perdida.
Vi
a menina traquina
saltando e rindo à gargalhada
Vi
a menina rabina
brincando com tudo e tendo nada.
Vi
a menina atrevida
sentindo os olhares
pensando-se amada.
Vi
a adolescente jeitosa
elegante e formosa.
Vi
a adolescente crescida
sentindo-se por todos atraída.
Vi
a mulher amante
de branco vestida.
Vi
a princesa encantada
na garupa levada.
Vi
a mulher mãe
de braços estendidos.
Vi
a mãe mulher
amando seus filhos.
Vi
a filha perfeita
amando seus pais.
Vi
o carinho que lhes dava
mimando-os demais.
Vi
Vi
Vi tudo isto
E nada verdade
Minha vida é afinal
Uma outra realidade.
O inverso de tudo
Em tudo diferente.
Fechei o livro!
Abri-o de novo
No livro da vida
me encontrei perdida.
Maria Antonieta
Noite insone
os sonhos vadios da noite mendiga
e onde se esconde o cansaço do dia
repousa o corpo débil…prisioneiro
da indigna agonia
No horizonte da noite insone
há momentos resguardados
de qualquer densidade bravia
Momentos aprimorados
onde dançam as mil cores
aquelas com que se pintam
os elos equidistantes da fantasia
E das pétalas com que bordei o coração
ficam as palavras lavradas em sedução
no corpo extenuado de um poema só
Escrito a 13/12/11
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
O verde que eu sei
(Foto, Cigana Moura , via Facebook)Foi um dia como tantos outros
(Os dias que nascem
Os dias que morrem, quando engravidam da noite)
Um dia em que o silêncio cercou tudo e todos e não deixou marcas
Um dia como todos os que passam
E nós não sabemos se é um dia a mais, ou um dia a menos nas nossas vidas
Enfim nasceu mais um dia
Um dia verde
Mas um dia já posto, na espera por mais uma noite
(Esse verde será sempre a visão mais intensa nos meus olhos
O verde que eu sei)
Esse verde é assim como todas as cores que brilham na noite)
Uma cor que se assume inteira na verdade exacta de um dia a menos ou de uma noite a mais nas nossas vidas
Mas se de vidas falo
Posso muito bem falar de um momento vivido por um dia só
Mas verde
O verde que eu imaginei, e que tão bem sei
Esse verde a escorregar pelas encostas da serra
E a acabar-se na maciez das margens do rio
Correm rios no meu corpo
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Porque te quis
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Poema de cristal
Plácidos domingos sem aroma de flores
- Em Primaveras inférteis
Que desabrocham compulsivamente formol
Suavizando as arestas de cândidos pudores
Sinto a melancolia numa taça de vinho
A fuligem desnudou a árvore que me sustenta
- Em Outonos inconformados
Que cambaleiam alcoolizados pelo caminho
Rumando ao baloiço onde a folhagem assenta
Abraço a nostalgia dos casacos marrom
Frígida névoa que tacteia o comprimento do ser
- Em Invernos sentimentais
Que se insurgem na divina morada de Poseidon
Anunciando tempestades de cristal à luz do amanhecer
Cheiro fugazes segundos de amor no ar
Invisível calor que me envolve com afagos de calma
- Em Verões adormecidos
Que se incendeiam pelo sabor do verbo amar
Preenchendo os cantos despovoados da minha alma.
sábado, 3 de dezembro de 2011
Louco poema
clandestina da noite
voarei, subirei ao cosmos
e lá na minúscula luz da estrela,
poetarei
[disse-te]
Esvaziarei as mãos de palavras
e dos dedos as rimas
onde se soltarão os suspiros
enlaçados
de amantes fonemas
nos cativos lábios do dia
adormecerei
e nos braços do sono
no raiar de algures…
se soltarão as algemas
uma a uma
nos versos da utopia
Furibundo brotará
no entreolhar das pálpebras
o sonho
emerso no fogo da vida
E no esvoaçar dos vocábulos
entoarei num suave poema
a louca fantasia.
Escrito a 25/11/11






