(Imagem google)
Passas com teu passo apressado
sem saberes onde ir…
Irás tu a algum lado,
ou vais apenas por ir?!
Não tens noção do caminho
Não sabes o que fazer
Procuras amor e carinho
Queres apenas viver.
Caminhando sem destino,
teus passos vão passando
pelo tempo, e no caminho
Do tempo que vai passando,
nem sempre devagarinho,
teu destino vai marcando.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Certezas
| Foto: Clarisse Silva |
Sinto os olhos fumegantes, ardentes. Abro-os no intuito de ver mais além, para além do que eles conseguem. Eles observam a sua própria limitação, o ponto de saturação do que não compreendem. Não adianta fazer o esforço… Será que só a energia que nos anima intrinsecamente, nos movimenta o corpo, consegue ver mais além, para lá de todos os dogmas que nos introduziram, alimentando egos seculares e deixando a verdade de cada um virar cada vez mais uma mentira?! E o cérebro? Qual o papel do cérebro? Mero veículo físico ao serviço da matéria, ou por outra, meio de nos transportar a novas dimensões? Talvez seja o que nós quisermos, mediante a alma que colocamos na nossa vida em cada atitude.
Pairam outras dimensões pela minha cabeça, interrogações, divagações, visões de outros mundos, onde quem nos deixa regressa, deixando-me cada vez mais certezas.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
SOLTO A ALMA
Sonhei que meu livro da memória
se fechava...
E o céu passava de azul a vermelho
e sangrava.
Os amores perfeitos e as violetas
continuavam no jardim,
E me procurava, mas nada sabia de mim.
Tudo é tão vago e tão breve
Saio do sonho à procura
Ansiando que me seja leve
O limite dessa brevidade.
O tempo já nada cura
E só me permite a saudade.
Não sei se foi de tarde ou era aurora
Ou de noite que sonhei em desatino
Mas lembro do sonho agora
Da certeza que é senhor do meu destino.
As violetas continuam no jardim
Os amores-perfeitos pulsam-me nas veias
Só não sei pra onde vou, e de onde vim?
Sonho utópico, envolto em teias.
natalia nuno
rosafogo
Encontros
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
…segredam-se
Vem deitar-te comigo no leito dos amantes
para que a madrugada não solte o gemido
do ciúme da manhã.
Trago-te nas palpebras do meu corpo
ainda molhado por um trevo de quatro folhas
na nudez dos lençóis arrefecidos.
Vem estender-te onde os medos são silêncios
à procura de um porto de abrigo, nas nossas bocas
entrelaçadas onde os ais…
…segredam-se.
Conceição Bernardino
para que a madrugada não solte o gemido
do ciúme da manhã.
Trago-te nas palpebras do meu corpo
ainda molhado por um trevo de quatro folhas
na nudez dos lençóis arrefecidos.
Vem estender-te onde os medos são silêncios
à procura de um porto de abrigo, nas nossas bocas
entrelaçadas onde os ais…
…segredam-se.
Conceição Bernardino
A vida torna-se grito
Da roseira brava sem rosas
d`um jardim sepulcral
espreita os espinhos com dor
e nos caules amarelecidos
perde-se a clorofila sem cor
Cantam os pássaros sem asas
nas arvores desnudas de flor
uiva o vento em temporal
e as chuvas gotejam,
entristecidas
a fugidia luz color
No dia perfaz-se a noite
e a noite sepulcro d´ amor
na sombra escura do penhasco
o bramido mudo do Adamastor
E eis que….
Nas folhas desenha-se a gota
do espesso orvalho matinal
e na terra por arar, brota
a semente de todo esse areal
Das rosas vivas flúi o pólen
deste jardim intemporal
e na doce brisa outonal
sopra o aroma dourado
do vasto milheiral
E a vida torna-se grito
no silencio por falar
d`um jardim sepulcral
espreita os espinhos com dor
e nos caules amarelecidos
perde-se a clorofila sem cor
Cantam os pássaros sem asas
nas arvores desnudas de flor
uiva o vento em temporal
e as chuvas gotejam,
entristecidas
a fugidia luz color
No dia perfaz-se a noite
e a noite sepulcro d´ amor
na sombra escura do penhasco
o bramido mudo do Adamastor
E eis que….
Nas folhas desenha-se a gota
do espesso orvalho matinal
e na terra por arar, brota
a semente de todo esse areal
Das rosas vivas flúi o pólen
deste jardim intemporal
e na doce brisa outonal
sopra o aroma dourado
do vasto milheiral
E a vida torna-se grito
no silencio por falar
sábado, 22 de janeiro de 2011
Despedida
Hei de ver-te
ou encontrar-te
quando uma estrela
arder na água
ou morrer a queimar
nos meus olhos
o mar...
ou encontrar-te
quando uma estrela
arder na água
ou morrer a queimar
nos meus olhos
o mar...
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
UMA DECLARAÇÃO DE AMOR
(Poema dedicado a Natalia Canais)
Por tudo que me deste
Por tudo que me dás
Por aquilo que não deste e não dás
E eu sonho que podes dar
Humildemente
Só te posso venerar!
Também dás e tiras
Com crueldade
E para sempre
Deixando-me a sangrar…
São ganhos e perdas
Lágrimas e sorrisos
Amor e dor
E nesse antagonismo
Eu caminho
Por caminhos suaves e rudes
Na brisa do empirismo!
Olho o mar…que imensidão…que energia…
Nele me abraço e fico com o sal nos lábios
Carícia empolgante que rejuvenesce…
Olho o rio…como desliza ou corre para o mar
Os olhos captam o belo que me empolga
E ao anoitecer minha alma humedece…
Que dizer das frondosas matas
Das pequenas flores aqui e ali
E do mistério de fecharem
As pétalas quando anoitece?
E o canto dos pássaros
As pinceladas diversas das nuvens
Em farrapos flutuando nos píncaros!
Ah vida!?...
És um manancial propulsor de emoções
Suaves e viscerais…
Fico estonteada pela excentricidade
Dos aromas desiguais!
Tanto tens de sublime para eu usufruir
Que me diminui e me eleva
Que me constrói e destrói
Que é uma energia insofismável
Paixão absorvente
Seiva misteriosa e desconhecida
Ardor envolvente!
O bater do meu coração…
Por tudo eu amo o mistério
Que tu és e serás, e te adoro VIDA!..
Marisa Soveral - jan-2011
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UMA DECLARAÇÃO DE AMOR - MARISA SOVERAL
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
ARAGEM

ARAGEM
É fina aragem que corre
A vida,
me persegue numa pressa amarga
Já o sorriso em mim morre
Com este tempo que não me larga.
Como flecha me mata
Me tira do meu encantamento
Tempo que não ata nem desata
Me destroça,
e me deixa em desalento.
Diáriamente invento uma alegria
Retiro qualquer pedra do caminho
E procuro de ti uma carícia
Um momento íntimo, um carinho.
Já o desânimo me cerca
Quase o nada me aniquila
Já o tempo faz com que me perca
Minha visão me mutila.
Assim vou fazendo a travessia
Deserto e mais deserto
Já se me priva o dia
Já a noite vem por perto.
natalia nuno
rosafogo
Baluarte
Tendo à nostalgia!
Desfaço a saudade da monção serena
qual brisa sanzonal que acusa o estio
de outros versos que jamais premeio
no sopro destemido de um Outono atípico
ainda que raquítico, não sumenos avassalador
O Inverno já se instalou dentro de mim
de dentro para fora tremo de hipotermia
criando musgo no fundo da alma
onde me cresce a ânsia de ser liberdade
no palietário baluarte da poesia
mural que me sustenta o ser mulher
Desfaço a saudade da monção serena
qual brisa sanzonal que acusa o estio
de outros versos que jamais premeio
no sopro destemido de um Outono atípico
ainda que raquítico, não sumenos avassalador
O Inverno já se instalou dentro de mim
de dentro para fora tremo de hipotermia
criando musgo no fundo da alma
onde me cresce a ânsia de ser liberdade
no palietário baluarte da poesia
mural que me sustenta o ser mulher
A Saudade Aflora
(Imagem google)
Olho o mar,
perdido no infinito de mim…
azul,
qual céu em dia de verão…
Perco-me,
na linha longínqua do horizonte.
Meu olhar aí permanece,
parado, abstracto,
esquecido de viver…
A saudade aflora…
Meu coração chora…
Lágrimas,
confundem-se entre o céu e o mar,
caídas, sofridas, sentidas,
saudosas do teu doce olhar.
Para lá desse infinito
onde os azuis se cruzam,
estará teu ser bendito,
sorrindo à lágrima que desliza
pela face daqueles que te amam.
Olho o mar,
perdido no infinito de mim…
azul,
qual céu em dia de verão…
Perco-me,
na linha longínqua do horizonte.
Meu olhar aí permanece,
parado, abstracto,
esquecido de viver…
A saudade aflora…
Meu coração chora…
Lágrimas,
confundem-se entre o céu e o mar,
caídas, sofridas, sentidas,
saudosas do teu doce olhar.
Para lá desse infinito
onde os azuis se cruzam,
estará teu ser bendito,
sorrindo à lágrima que desliza
pela face daqueles que te amam.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
NERVURA

Finas nervuras de sensibilidade
Canais infinitesimais de seiva
Que levam a energia vital
Pelas ramificações
Que se vão estreitando
Até ao limite!
A folha da planta sem alimento
Secou, encarquilhada e caiu…
Foi abandonada
Faltou-lhe a água
Ou faltou-lhe a claridade…
Como pode a folha
Manter a sua frescura
Se lhe falta o essencial!..
Que pena…
…era tão macia, tão leve…
Tão cheia de boas intenções
E de desejos!..
O acaso derrubou-a
Agora anda sem sentido
Às bolandas das correntes…
Vai cair num esgoto
A caminho do rio
E do rio, para o mar
Até ao nada…
Viveu gloriosa
Quis amar a vida…
…e não foi amada!
Canais infinitesimais de seiva
Que levam a energia vital
Pelas ramificações
Que se vão estreitando
Até ao limite!
A folha da planta sem alimento
Secou, encarquilhada e caiu…
Foi abandonada
Faltou-lhe a água
Ou faltou-lhe a claridade…
Como pode a folha
Manter a sua frescura
Se lhe falta o essencial!..
Que pena…
…era tão macia, tão leve…
Tão cheia de boas intenções
E de desejos!..
O acaso derrubou-a
Agora anda sem sentido
Às bolandas das correntes…
Vai cair num esgoto
A caminho do rio
E do rio, para o mar
Até ao nada…
Viveu gloriosa
Quis amar a vida…
…e não foi amada!
Janeiro -2011
Etiquetas:
NERVURA - MARISA SOVERAL
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Não há
(Foto - D.M.)Oblíquos traços
De um destino aquém
Da lisura do tempo
Tal moeda fria
Nas palmas das minhas mãos
Face de um mesmo caminho
A encurtar-me os passos
Os meus olhos
Fecundam o ventre da noite
E a noite fria
Tão fria como a laje
Que me cobre o corpo
Não me disse
Que era a tormenta
Que varria os meus sonhos
De arremesso
Num tropeço
Não há volta a dar ao tempo
Nem território
Que se acabe no meu corpo
Não há meios
Não há freios
Não há medos
Nem sistemas coloridos
A pintar-me os gestos diários
Não há!
domingo, 9 de janeiro de 2011
O frio dos orgasmos
photo by: peter velter
nas amarras do voo
um grito desconvocado
na inlúcidez da terra lavrada.
um sopro de nada, uma pétala rasgada
ao mais recôndito do húmus,
feito frio de orgasmos
no voo rasante da alma.
no meio do eco...
uma pedra,
despida de alegria,
vestida de lama na mais agreste seara.
do ocaso apenas o rasto,
inerte,insano,
da flor voltada ao cio dos abutres
e da hora que se vê calada.
Eduarda
nas amarras do voo
um grito desconvocado
na inlúcidez da terra lavrada.
um sopro de nada, uma pétala rasgada
ao mais recôndito do húmus,
feito frio de orgasmos
no voo rasante da alma.
no meio do eco...
uma pedra,
despida de alegria,
vestida de lama na mais agreste seara.
do ocaso apenas o rasto,
inerte,insano,
da flor voltada ao cio dos abutres
e da hora que se vê calada.
Eduarda
sábado, 8 de janeiro de 2011
DESCALÇA PELA VERDURA
É difusa a luz do meu dia
Suave é hoje meu viver
De amor talvez...de alegria
Ou o prenuncio dum doce morrer.
Contemplo a lua no céu
A noite que se aproxima
Me afaga o rosto e eu?
Revelo-lhe o amor que me anima.
Me despedi da tarde
Terei outras que o futuro me der
Desta já tenho saudade!
É assim este meu coração de mulher.
Há dias que ando triste, sem sentir,
nem presente nem passado.
Mas trago na alma o pressentir
Dum tempo mais sossegado.
A vida é tão inconstante
Nos confunde sem ter dó
É mar sereno e num instante?!
Nos põe na garganta um nó.
Mas hoje deixo minhas penas
Que é suave o meu viver
Na estrada que trilho apenas
Esperança e amor quero ter.
Hoje, sou criança correndo p'la vida
Descalça pela verdura
Sonho com a infância querida...
Quem sonha é como quem procura!
natalia nuno
rosafogo
Suave é hoje meu viver
De amor talvez...de alegria
Ou o prenuncio dum doce morrer.
Contemplo a lua no céu
A noite que se aproxima
Me afaga o rosto e eu?
Revelo-lhe o amor que me anima.
Me despedi da tarde
Terei outras que o futuro me der
Desta já tenho saudade!
É assim este meu coração de mulher.
Há dias que ando triste, sem sentir,
nem presente nem passado.
Mas trago na alma o pressentir
Dum tempo mais sossegado.
A vida é tão inconstante
Nos confunde sem ter dó
É mar sereno e num instante?!
Nos põe na garganta um nó.
Mas hoje deixo minhas penas
Que é suave o meu viver
Na estrada que trilho apenas
Esperança e amor quero ter.
Hoje, sou criança correndo p'la vida
Descalça pela verdura
Sonho com a infância querida...
Quem sonha é como quem procura!
natalia nuno
rosafogo
INVERNO DO MEU DESCONTENTAMENTO
CiclicamenteAquelas árvores altivas
São despidas pelo vento
Em bátegas furiosas
E ensandecidas!
Desnudadas
Ficam com os braços erguidos ao céu
Clamando sobrevivência
Temporais inclementes
Violentam a sua existência!
Um dia virá a bonança
E pelos seus galhos
Brotará de novo
Esperanças!
Surgirão folhas verdes
E depois flores débeis
Um deslumbramento!
O belo volta a acontecer
E será fulgurante
O renascimento!
Gradualmente o caos
Voltará a surgir!
E a árvore emurchece…
Talvez de vez!
Mas na sua podridão
Outra vida
Mineral, vegetal ou animal
acontece!
03.01.2011
LAVRADORA
Sei de mim
apenas o que arranco à terra,
para viver.
Ela, a terra,
sabe de mim o tanto
que me alimenta para crescer.
E dá-mo,
pão-para-a-boca,
dia-a-dia,
mãe-protectora,
todo o bastante
que me chegue
até morrer.
Vivendo,
me ensina
a compreender.
E compreendendo,
por mim aprendo
a sobreviver.
apenas o que arranco à terra,
para viver.
Ela, a terra,
sabe de mim o tanto
que me alimenta para crescer.
E dá-mo,
pão-para-a-boca,
dia-a-dia,
mãe-protectora,
todo o bastante
que me chegue
até morrer.
Vivendo,
me ensina
a compreender.
E compreendendo,
por mim aprendo
a sobreviver.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
A Claridade do Tempo
Vem, enterra as palavras na terra
deita-te no silêncio das pedras do rio.
O pôr-do-sol é quase um espaço
dentro do mar.
Ouçamos a luz do dia, caminhemos juntos
entre as sombras da montanha.
Eu afastarei as escarpas, os ramos quebrados,
a escuridão do vale.
Apaga a noite por dentro.
Ao nosso lado os sonhos sorriem
seguem, seguros, o mapa dos relógios
a linha verde do luar.
Que venham as neblinas de outono
e os gemidos do vento.
A claridade do tempo
ensina-nos a respirar.
Marialuz
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
teorema zero
Agarro cada coisa boa em ti e estandardizo-a,
Afasto com um pestanejar de indiferença
cada frame do teu sorriso no meu pensamento,
Coloco uma mola na ponta do nariz sempre que te aproximas
para não ficar presa à memória do teu cheiro,
Construo mil teoremas sobre a insignificância que tenho na tua vida.
Invento filmes em que sou mera espectadora de nós
e projecto-os numa parede negra,
Sinto-me em fúria, sempre que certeiro,
Transformas cada uma das minhas teorias em adubo para as urtigas.
Mantenho firme a cabeça à tona
para não mergulhar nas águas cristalinas da tua boca.
Hoje deponho esta armadura de ferro fundido,
junto à negação e a razoabilidade de não nos sermos
Porque não quero correr contigo, quero correr ao teu lado.
Porque estou exausta de te afastar dos meus sonhos
Quedo-me então, imóvel, à espera que os sonhos de afastem de ti
Gerês, 01 de Janeiro de 2011
Afasto com um pestanejar de indiferença
cada frame do teu sorriso no meu pensamento,
Coloco uma mola na ponta do nariz sempre que te aproximas
para não ficar presa à memória do teu cheiro,
Construo mil teoremas sobre a insignificância que tenho na tua vida.
Invento filmes em que sou mera espectadora de nós
e projecto-os numa parede negra,
Sinto-me em fúria, sempre que certeiro,
Transformas cada uma das minhas teorias em adubo para as urtigas.
Mantenho firme a cabeça à tona
para não mergulhar nas águas cristalinas da tua boca.
Hoje deponho esta armadura de ferro fundido,
junto à negação e a razoabilidade de não nos sermos
Porque não quero correr contigo, quero correr ao teu lado.
Porque estou exausta de te afastar dos meus sonhos
Quedo-me então, imóvel, à espera que os sonhos de afastem de ti
Gerês, 01 de Janeiro de 2011
Levado no vento
O vento que passa
no tempo que repassa,
meu ser esvoaça…
Não lhe sobra tempo
falta-lhe o tempo,
levado no vento…
Despertar tristonho
dum sonho risonho
num mau acordar…
Nesse longo sonho,
agora tristonho
lágrima a deslizar…
E o vento que passa
meu ser trespassa
deixando-o frio…
Nesse tempo que passa
meu sonho esvoaça,
ficando o vazio…
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