O tempo poisa sobre o mar, deixando do seu contacto as ondas. Ele revela o seu estado de espírito, como as palavras quando escrevo isto. A minha poesia é prosa, onde a Rosa põe as suas raízes com uma ironia de quem sorri, sem chegar a rir. Fica-se por descobrir a graça com que uma garça branca voa, o balanço da sua corrida para se erguer no ar. A linha nítida tida nesta escrita, neste olhar, é a linha do horizonte.
Lendo Osho como o acho, servido pelas imagens do mar embaladas com serena música. Liberto uma ironia tão subtil como um perfume quase... impalpável. Leio: «A mente é actividade absoluta. A mente corre, o ser senta-se. A periferia move-se, o centro não se move (OSHO)». Tenho um termo, uma palavra capaz de aproximar o horizonte: haraquiri. Uso-a a rir, deixo a ligação a haraquíri.
Quando o mesmo é o mesmo, mesmo diferente, entrámos: aos poucos... começamos a dominar a linguagem da gente. Ir às essências é procurar e descobrir o prazer e arte das especiarias, este tempero que é o alimento da flor que alimenta e cria raízes no coração.
Quando o mesmo é o mesmo, mesmo diferente, entrámos: aos poucos... começamos a dominar a linguagem da gente. Ir às essências é procurar e descobrir o prazer e arte das especiarias, este tempero que é o alimento da flor que alimenta e cria raízes no coração.
a
amizade
ultrapassa tudo
todas as fronteiras
dela podemos dizer
ter raízes no coração
sem conhecer barreiras
para a verdade
!
!


