quarta-feira, 13 de maio de 2009

Insonia da lua

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Desfolhadas nas mãos
sombras em chamas adormecidas
espelhos que o sol não deixa acultar,
num campo de puro linho
os pés abraçam a terra
a olhar o chão em flor,
o ar sustem o vento
num caminho marcado nas estrelas.

As pedras com asas
sussurram dialectos aos corvos
murmúrios perto do ouvido
no vale anoitecido
na insónia da lua,
madrigais a cantar raízes antigas
na saliva quente, desperta os rios
correm sem pressa
nas cascatas em abismo solto
na transparência cristalina da água
sacia a sede de infinito
no coração sedento do paraiso.

Ana Coelho

Parabéns Beijinho Azul

Parabéns minha querida amiga,
que este teu dia seja repleto de muita ternura,
amigos e bués de poesia.
Que a vida te dê aquilo que mais desejares,
beijinho azul.
Chegaste à Lusos em Setembro
Trazias ainda o aroma da primavera
Nas palavras a maresia do mar
Nesse teu jeito único de amar
Cativaste, poetas e poetisas
Deste imenso mar literário
Deste-nos algo único o teu beijo azul
E a tua alma, embebido na ternura dos teus versos
Permaneceste apesar dos temporais
Das nuvens pardacentas carentes de sol
Qual valente guerreiro de espada em punho
Bradaste à vida, como um tango
E venceste a guerra da sobrevivência
Com orgulho e humildade
Permaneces neste mar revolto
Envolta no respeito e na ternura de nós por ti
Beijinho azul sempre

Tudo de bom para ti amiga…sempre
Obrigado por permaneceres

Poema escrito por Liliana Maciel
http://www.luso-poemas.net/modules/newbb/viewtopic.php?topic_id=1762&post_id=8746#forumpost8746
Um beijo meu e que tenhas um dia muito feliz

sábado, 9 de maio de 2009

SINAL DE TI...


Alma livre e solta...
Nada a prende...
mas nosso espírito e corpo integra...
Concede-nos momentos,
em que o soturno se alegra...
Chora por dentro em si própria...
Seu teorema vital...
Longe de si... Aguardo sua volta...
Sente um amor virtual...
Como o sol no seu explendor...
À distância belo... Nos afaga......
Próximo nos aniquila,
com seu eterno calor...
No meu íntimo sinto minha vida...
Minha praga...
Um destino melancólico...
que supero com minha cor...
Nada espero de ti...
Nada espero de mim...
Tu aí... Eu aqui...
Nós, dispersos...
Numa procura sem fim...
De um lugar onde já existi...
Se precisar fugir de ti...
Para te encontrar...
Enfrentar-me, a mim...
Para te compreender...
Enfrentar teu medo...
Por alguém que já esqueci...
Por outrém que sabes, e nunca conheci...
Enfrentar meu sonho...
Por alguém que existe em teu viver...
Acordarei cedo...
Antes que o sol espreguice seus raios,
e se proponha me encandear...
Com sentimentos controversos...
Que fazem meu inconclusivo sossego alarmar...
Te acordarei com meu toque...
Te embalarei com meu sopro...
Sentes um refúgio em meu distinto beijo...
O qual procurarás com teu quente e sublime corpo...
Será a proximidade desse sol...
Em que te sentes a acordar da realidade...
Abre os olhos e vê teu sonho...
Abre os braços, e prende a minha liberdade...
Abre a alma, onde me escondo...
Faz de mim criança... Quiçá sem idade...
Faz de ti um ser mais adulto...
Castiga-me com teu sorriso...
Meu coração cego, mesmo sem pensar,
te concederá o desejado indulto...
Sente que o amor é um velho sábio...
Que tudo sabe, mas não se lembra...
Precisa ainda viver para recordar...
Precisa soltar o sentir, para ensinar o que é amar...
Entre a luz do dia e o negro da noite...
À luz da lua e seu prateado açoite...
Entre o sol e a chuva,
um arco-íris com todas as cores em franja...
É um simples tom laranja...
Que me faz sentir... assim...
Quando alguém quiser saber de mim...
Leia um livro que mentalmente escrevi...
Ou, apenas lhe resta aguardar...
Por um singelo sinal de ti...
Darkrainbow

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Flores de amor



Trás hoje
as flores que dão vida
ao meu coração,
lírios brancos...orquídeas amarelas
...rosas vermelhas...

Trás agora
estou aqui
sinto o seu aroma
contemplo a sua beleza
se destaca o teu sorriso,
que me dá amor e paz...

Trás agora...
hoje, estou aqui...
Amanhã não mais quero flores.

Quero sorrisos
sem flores...

No coração
estará aragem de Outono
adejar ventanias,
nuvens sem lágrimas a voar
ao encontro da eternidade.

Nesse Outono
as flores estarão no jardim
as abelhas
saboreiam seu néctar...
Ai está o meu sorriso
até que possa de novo
encontrar o teu...
Com ele flores de amor.

Nesse dia
sorri para mim
sem flores
nem lágrimas...

Só um olhar de amor
a saudade levarei comigo
para que a não possas sentir,
e vivas feliz,
até à eternidade.

Escrito por:
Ana Coelho

Parabéns Luis F.

Hoje é o dia de aniversário de Luís F.
Para ele vão os votos de que este dia seja cheio de surpresas e nelas esteja mais e mais poesia...


(A todos os aniversários que já passaram, eu peço desde já as minhas desculpas. Tentar saber a data do Vosso aniversário é o primeiro passo, Bjs a todos)

"Linhas Incertas" O Próximo Livro de Conceição Bernardino


A autora Conceição Bernardino e a Editora Mosaico de Palavras, têm a honra de convidar V.Exas. a estar presente na sessão de lançamento do livro “Linhas Incertas”, que terá lugar no próximo dia 30 de Maio, pelas 15.00 horas, na Casa Museu Teixeira Lopes, na Rua Teixeira Lopes, 32 – V.N.G (perto da Câmara de Gaia).
Prefaciado pela Doutora Goreti Dias
A apresentação da obra será feita pela escritora Rosa Maria Anselmo

quinta-feira, 7 de maio de 2009

ISSO…

Onde chego não tenho de ser diferente, mas tenho de fazer diferente. Herdei isto dos meus pais que morreram num acidente de viação, tendo sobrado eu para contar que não me lembro deles. São deuses, da sua herança genética explico o mundo, a natureza da Natureza, cada coisa e coisa nenhuma.
Digo e percebo pedir demasiado aos deuses, a quem já nem rezo adeuses. A não ser quando, como agora, escrevo e penso que o que explica as palavras é escrevê-las, concluindo: isso… não explica tudo. Até porque não sou muda, apenas me recuso a falar. Maneira que arranjei ao ser anónima, sou só apenas palavras escritas.
É certo, arranjei um nome desconhecido do público. Deste modo, o público é anónimo? Situação a alterar, procuro, vou procurar um público com nomes. Deixarei as minhas histórias dentro das páginas amarelas das Páginas Amarelas, como se fossem um ovo pronto a ser chocado. Espero ninguém fique chocado, assim nascerá o O absoluto, o grande ovo: início e fim da sua casca!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Qual é a razão?


Julgava que eras tu a outra parte de mim
Acreditei apenas no que queria ver
Sentia-te perto mesmo estando longe
No fundo só queria o meu lugar em ti

Os momentos mais felizes do dia agora são
Aqueles que ferem o meu coração
E sofro em silêncio, não há mais razão
Para lutar sozinha outra vez…

Não dá p’ra esquecer
Se o teu sorriso volta a acontecer
Não dá p’ra negar
Que é contigo que eu quero estar
Então volta no silêncio desta dor
Aconchega o meu peito com o teu amor

Se a desilusão for a razão
O teu amor prevalecerá
Mas se for o medo que te consome
Não é razão…
Porque tenho mais medo de te perder sem tentar
Sem saber se poderia resultar…
Miriam Costa

terça-feira, 5 de maio de 2009

As nuvens choram

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Perguntei ao céu
porque choram as nuvens...
Ausências da primavera
no verão que se despediu,
tecem madrigais impossíveis
imagens fáceis e ingénuas
no olhar de uma criança.

Atravessam o céu efémero
em visões da lua
no fulgurar das estrelas.

Visão poética...talvez

Ao ler esses desenhos agora
sentimo-nos adultos sem sonhos
na utopia de ver o branco do céu
sem lágrimas
que teimam escorrer na seiva da terra.

As nuvens choram
derramam emoções em libertação
a ver crescer as estações.

Devagar
vão-se embora encostadas ao vento
...até que de novo o sol resplandeça
na aurora amanhecida.

Ana Coelho

Desejo

Algo me afogueou o corpo
Me despertou para o desejo da alma
Que te quer degustar
O sabor frutuoso
Esse licor doce
Que s' entorna nos meus lábios

O desejo de estar...
Fez-me estranhar a ausência
Adormeci num sono breve
Despertei na nudez d' um instante
Em que decidi
Saciar esta sede
No momento
Em que beberemos de nós

Sentir o tempo parar
E absorver dele a magia
Que me cobre o corpo
É alongar-me e ser duas:
Uma na terra
E outra no mar

(Rimar sem pensar
até o meu corpo se embrenhar
em fluidos doces
daqueles que emergem das funduras
e me mostram novos mundos
a desbravar)


Dueto: Dolores Marques e Octávio da Cunha

HERESIA DE MIM...


Surjo a qu(A)lquer momento...
Pondo em causa o se(R) de mim próprio...
Neste mundo fe(C)hado, só eu...
Isolad(O) martírio...

Sou m(I)nha terra natal...
Sou amor... Pe(R)petuado em desconhecido mural...
Sou ser emp(I)rico...
Sou meu mai(S) acérrimo crítico...
Sofro por ni(N)guém, minha dor...
Sou limite d(E) meu céu...
Sou meu ne(G)ro Deus...
Sou he(R)ege de mim...
Sou imperad(O)r de ateus...


Assassino dum sonho meu...
Se me suicido,
para me libertar de ser réu...
É nobre deicídio...
Mas quem sobrevive...
Sou eu...
Darkrainbow

segunda-feira, 4 de maio de 2009

SEI MUITO BEM...


Eu sei muito bem,
o que fazes aqui..
Só não sei quem sou ou o porquê do que senti...
Eu sei muito bem o que fazes aí...
Fazes o que aqui não faço,
porque é impossível sem ti...
Eu sei muito bem...
Quando voas acima do meu céu...
Mesmo hibernando no fundo deste oceano...
Mesmo sabendo que nada do que sentes é meu...
Eu sei muito bem..
Deste nobre sentimento já sou ilustre decano...
Que sabes tu acerca da desilusão...???
Que sabes tu o que trago agora na mão...???
Que sei eu acerca do segredo que te esmaga o coração...???
Que sei eu acerca de teu cheiro...???
Que sei eu..
onde te refugias e ausentas num simples passeio...???
Que sabes tu acerca do meu olhar...???
É sisudo ou inocente,
ou prende qualquer transeunte que pára ao passar...???
Esbarro na pedra, ou fito horizontes...???
Tranco o olhar, onde te vejo alegre...
Corres em verdejantes montes...
Eu sei muito bem...
As saudades de ti...
Sem nunca te alcançar...
Seguro nos pulsos os ponteiros do tempo...
Mesmo sem mar revolto...
Enjoo em lamento...
Tu sabes tão bem o que sentes por mim...
Me inventas em sombras que vislumbras em horas tardias...
Me consomes em alimento para tua alma...
Sabes tão bem...
O que sonharias...
se comigo passasses teus dias...
Mas entre nós há um iman convexo e invertido...
Um abraço de distâncias...
Um adeus sonhador, antes de ter existido...
Uma fome de palavras, que liberta tuas ânsias...
Mas... Sabes lá tu...
Se sou mesmo eu que estou aqui...
Sabes lá tu porque solto estas palavras...
Será desde hoje, ontem, ou já narro velhas infâncias...
Sabes lá tu, se as sorveste, como mereci...
Sabes lá tu o que confidenciei e já esqueci...
Sabes lá tu se com teu cantar estremeci...
Eu sei muito bem...
O que sinto por ti..
Só não sei quem és...
Nem porque nunca te vi...


Darkrainbow

sábado, 2 de maio de 2009

A TUA MÃO...


Sozinho na praia, brisa da adversidade...
Sou real no teu mundo,
mesmo quando tudo se desmorona e cai...
Afastas-te de mim, como naúfrago da âncora...
Mas sou tua bóia, à deriva,
até onde a corrente se esvai...
Páras e fitas-me,
engelhado pela ondulação entre mim e ti, paralela...
Ternura distante, mas nunca existirá tão bela...
Não sofro nem me afogo na mágoa desta tempestade...
Saber que existe tal alma me ensina a nadar...
Saber que existe tal olhar que sonha com o meu,
me ensina a ver...
Saber que existe teu escutar,
me ensina minha voz não conter...
Saber que existem,
mesmo fugazes mas verdadeiras, tuas cores...
Me ensinam a sorrir através da escuridão...
Me ensinam a gracejar com lápides e dores...
Me ensinam que pode ser real qualquer ilusão...
Que um dia posso acordar, com a leveza da tua mão...
Que um dia posso dormir na frescura do ritmo do teu coração...
Que uma noite posso acordar na ânsia lasciva da tua respiração...
Volto a olhar para o nosso mar...
Que em cada manhã me devolve teu mundo de cor...
Que um dia afirmou reflectir o teu puro amar...
Torrentes de água salgada como teus virtuais beijos...
Torrentes de cumplicidade que não se perde apenas numa paixão de anseios...
Acordo desta vez numa planície de areia alaranjada...
Não há verde da relva mas sempre de esperança impregnada...
Estou acompanhado duma bela princesa, que me afaga...
Um sol radioso, uma escaldante sensação...
Mas trocaria tudo isso, por uma hora contigo,
um minuto comigo...
Um simples toque da tua mão...
Darkrainbow

quinta-feira, 30 de abril de 2009

O mundo das estrelas(p.Dolores)


O MUNDO DAS ESTRELAS.

.


O que nos move?

.


É este amor imenso á palavra escrita

É esta capacidade que temos

em acalmar a desdita.

É este mergulho intenso no desconhecido

É esta coragem imensa de descrever o sentido.

.

Não é a busca da fama ou da glória,

Não é o matar o tempo com relatos da memória.

.

É entrar no mundo da emoções da cada um

É tentar acalmar a dor da vida

das alegrias,das tristezas,

e quem sabe do amor.

.

Não é a oferta do pão que vai matar a fome,

Não a denuncia das fraquezas de cada homem.

.

É levar a paz e a esperança aos corações em sofrimento

É trasmitir um pouco de luz

ás almas em desalento

É este caminho errante que nos leva á espiritualidade

É a angustia gritante que nos fala da saudade.

.

Não é só falar dos prazeres da vida terrena.

Não é só perfumar o corpo com cheiros de alfazema

.

É esta vontade de ir mais além

que este efémero corpo

É atravessar para lá da margem

que nos leve a bom porto.

É encontrar emfim aquelas pálidas centelhas

que brilham no sereno

MUNDO DAS ESTRELAS.

.

SÃO

03-03-2009
Aprisiono
Os sons que teimosamente insistem
em se fazer ruidosos.
Estrangulo
as palavras na ponta dos dedos
rentendo-as na palma das minhas mãos.
Perfumo
meu corpo com o cheiro das rosas
colhidas ao entardeçer.
Embalo
meu corpo ao som de uma sinfonia de bethoven
e danço com ela a valsa da vida.
-
Fito
a lua á procura de paz
e o silencio desejado.
Mitigo
as angustias e
os desejos
Fecho
a porta por momentos
ao sol escaldante
das emoções e das paixões.
-
Faço
um pacto de complicidade com a lua
e amanheço em mim o silencio
na luz pálida e serena
da lua cheia.
Embriago-me
dessa claridade imensa
que ilumina meu espirito.
Voo
nesse ceu azul
da minha inocencia
e procura a renovação
dos sentidos
A CADA AMANHECER.
-
São 27-02 2009

O olhar triste de menina!



Mergulho meu olhar
nesse mar imenso
onde me perco
e me reencontro.
São cristalinasas
águas desse mar
que generosamente
me ofereçes,
onde vou procurar
as cores que dispersam
as sombras de uma alma
em constante procura.
Ilumino as minhas noites
solitárias
com as estrelas
que teimosamente insistem
em clarear os caminhos
da minha alma
em sobressalto
na angustia
de encontrar de novo
as sombras que
escoreçeram o passado.
Agarro com um forte abraço
as papoilas rubras
que me ofereçes
na ãnsia de ençendiar a alma
e aquecer o coração
com o fogo dos sentimentos
sereno da amizade
escaldante da paixão.
Visto-me com as cores
da nossa bandeira
que me embala
como a mãe embala o filho
e o acalma nas noites
de sobresalto.
Não me fites o olhar
não procures nele
os enigmas das minhas mágoas
há muito trancadas
no mais profundo
das minhas memórias.
Ofereço-te o meu sorriso
sereno de mulher
num olhar triste de menina
reflectido num
mar de águas
CRISTALINAS.
São
24-02-o9

quarta-feira, 29 de abril de 2009

São Poetas

No jardim das palavras
Ramifica a rosa
Por entre enredos e espinhos
Esboça um som,
Projectando os sentidos
Além dos corpos.
Na madrugada nua…
O abraço do tempo
O sentimento sentido
Nuvens que evaporam a dor
A fonte dos olhos que acolhem,
Na límpida água que corre.
Momentos…
Todos eles existem,
Na realidade e na imaginação
Entre nuas frases escritas
No papel que as envolve.
Luz que brilha
Fermento que faz erguer
Labaredas acesas…
No calor do peito
Preenchendo o espaço vazio
De quem ama.
Pastos forjados,
As pedras que beijam os pés
Caminham em quadros vivos
Pintados em aguarelas de mil cores,
Voando sem limites…
Rasgando os céus,
Em puzzles de letras.
São peregrinos das palavras
São poemas…
São… Poetas!!!

Escrevo sim

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Escrevo simplesmente nas páginas brancas
do papel ávido de sentir os sentires
que me inunda a alma

Escrevo sim
como se atravessasse um rio turbulento
desaguando em cascatas de quereres

Escrevo com as mãos trémulas de acariciar
as vogais e as consoantes
dançando ao sabor dos meus dedos
frémitos de sublime expressão

Escrevo como se pintasse em aguarelas
a tela final da minha vida

Escrevo esculpindo versos
como se moldasse o barro que escorre
das minhas mãos vazias do nada

Escrevo sim poeta,
para que vejas como eu sou
liberta de mim
vivendo aqui no papel branco
carente de nós
os caminhos incertos da vida.

Escrevo simplesmente de mim, de ti de nós

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Escrevo não sei porquê

Escrevo… não sei porquê
Pergunta que me consome
Entre muros da ausência das respostas
Vagueio sem caminho
Sem principio
Nem fim
Apenas parto… e vou
Vou sem destino,
Nas palavras me liberto.
Liberto-me nos sonhos das ondas
Flutuando na inspiração
Letras que alimentam o meu corpo
Na escrita que flui…
Flui além do meu ser.
Nesta liberdade feita de prisão
Surge a dúvida…
Preso estou, sem grilhões…
Sem paredes… nem correntes
Apenas escravizado aos poemas
Nas asas que ergo quando escrevo…
Abraçando assim o céu…
O mundo… o universo…
Onde me transformo,
Entre personagens e ficção
Na realidade que comungo.
Escrevo…não sei porquê
Maldita pergunta que me consome
Na razão da loucura infame que me embriaga
Entre sentimentos…
Nas memórias…
Guardadas em cofres no silêncio de um livro
Em quadros pintados pela voz
Nas sinfonias…
Alquimias da minha alma.
Vivo para a escrita…
Na aliança perpetua… amante imortal
Na certeza porém…
Encontrei a resposta
Escrevo e sou feliz.

OLHOS FECHADOS...



Extensa é a minha paz,

que ilumina a minha noite em vagalume...

Triste é minha alegria,

invadida pela doce caricia do ciúme...

Puro o teu amor...

Sentimento apenas proibido...

Sentimento desconhecido...

Sentimento pelo sexo, pela obcessão...

Mera paixão escondido...

Que faço agora contigo ausente???...

Que faço agora com minha alma carente???...

Minha alma que foge de amizade exacerbada e demente...

Chamam-lhe amor doentio...

Eu sinto nele um enorme vazio...

Uma revolta silenciosa que explode no sentido interior...

Porque se ausenta agora meu refúgio,

que se sente obscuro mas plena de minha cor...

Se te vais, questiono-me se é azul o céu...

A noite é cinza escuro, não me atrevo a levantar seu véu...

Se te vais, porque não grito rouco, inerte de fantasia????...

Se te foste, porque te sinto aqui, presa na garganta da agonia???...

Ao sol transpiro o teu sonho...

À sombra te aguardo,

sem luz, sem face, sem toque, um olhar errante...

Sem ti, sou eu meu sol, e por tras da montanha negra me ponho...

Sem ti, volto ao oceano ver meu reflexo ondulante...

Sem ti, meu horizonte vazio, poe em causa uma multidão que sigo...

Abandono o pelotão desta corrida que ninguém vence...

Sento-me na berma da estrada sem som,

em que nem meu nome digo...

Nela me enregelo, mas já nem me lembro o que é o frio...

Sem tua presença colorida qualquer ave é simples pedestre...

Com minha única asa, não voo...

fito um céu de neblinas sem as alcançar...

Sem ti para que quero voar???...

Sem ti para que quero pensar???...

Sem ti não ouso existir...

Apenas...

Estes tristes pássaros, sigilosamente, me ousam acompanhar...

De olhos fechados...

apenas o odor de suas penas...

De olhos fechados...

apenas o ritmo de um coração no tempo parado...

De olhos fechados...

nem a morte sabe onde me encontrar...

De olhos fechados...

sinto mais perto um Deus que acorda irritado...

De olhos fechados...

por teu toque, irei aguardar...

Mas de olhos abertos te irei ver,

até a eternidade serenar...

Lembras-te dum ordinário poema que um dia te li???...

Lembras-te que um dia...

Numa noite...

Te aconteci...




DARKRAINBOW