
quinta-feira, 30 de abril de 2009
O mundo das estrelas(p.Dolores)

O olhar triste de menina!
Mergulho meu olhar
quarta-feira, 29 de abril de 2009
São Poetas
Ramifica a rosa
Por entre enredos e espinhos
Esboça um som,
Projectando os sentidos
Além dos corpos.
Na madrugada nua…
O abraço do tempo
O sentimento sentido
Nuvens que evaporam a dor
A fonte dos olhos que acolhem,
Na límpida água que corre.
Momentos…
Todos eles existem,
Na realidade e na imaginação
Entre nuas frases escritas
No papel que as envolve.
Luz que brilha
Fermento que faz erguer
Labaredas acesas…
No calor do peito
Preenchendo o espaço vazio
De quem ama.
Pastos forjados,
As pedras que beijam os pés
Caminham em quadros vivos
Pintados em aguarelas de mil cores,
Voando sem limites…
Rasgando os céus,
Em puzzles de letras.
São peregrinos das palavras
São poemas…
São… Poetas!!!
Escrevo sim

Escrevo simplesmente nas páginas brancas
do papel ávido de sentir os sentires
que me inunda a alma
Escrevo sim
como se atravessasse um rio turbulento
desaguando em cascatas de quereres
Escrevo com as mãos trémulas de acariciar
as vogais e as consoantes
dançando ao sabor dos meus dedos
frémitos de sublime expressão
Escrevo como se pintasse em aguarelas
a tela final da minha vida
Escrevo esculpindo versos
como se moldasse o barro que escorre
das minhas mãos vazias do nada
Escrevo sim poeta,
para que vejas como eu sou
liberta de mim
vivendo aqui no papel branco
carente de nós
os caminhos incertos da vida.
Escrevo simplesmente de mim, de ti de nós
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Escrevo não sei porquê
Pergunta que me consome
Entre muros da ausência das respostas
Vagueio sem caminho
Sem principio
Nem fim
Apenas parto… e vou
Vou sem destino,
Nas palavras me liberto.
Liberto-me nos sonhos das ondas
Flutuando na inspiração
Letras que alimentam o meu corpo
Na escrita que flui…
Flui além do meu ser.
Nesta liberdade feita de prisão
Surge a dúvida…
Preso estou, sem grilhões…
Sem paredes… nem correntes
Apenas escravizado aos poemas
Nas asas que ergo quando escrevo…
Abraçando assim o céu…
O mundo… o universo…
Onde me transformo,
Entre personagens e ficção
Na realidade que comungo.
Escrevo…não sei porquê
Maldita pergunta que me consome
Na razão da loucura infame que me embriaga
Entre sentimentos…
Nas memórias…
Guardadas em cofres no silêncio de um livro
Em quadros pintados pela voz
Nas sinfonias…
Alquimias da minha alma.
Vivo para a escrita…
Na aliança perpetua… amante imortal
Na certeza porém…
Encontrei a resposta
Escrevo e sou feliz.
OLHOS FECHADOS...

sábado, 25 de abril de 2009
CRUZAMENTOS...

Que iluminamos à luz de nossas velas...
Vidas encaixadas em perfeita harmonia...
Equilíbrios entre paz, amor, dor e agonia...
Desiquilíbrios entre a minha guerra, meu ódio, tua cor e alegria...
Semblantes austeros...
Sorrisos sinceros...
Amores, desencontros, folias...
Coincidências premeditadas, alternativas falhadas...sintonias...
Quem devo seguir nesta multidão desenfreada???...
Não confio em mim próprio, sozinho...
Uma alma que nada vale, sem caminho...
Uma eterna poesia relatada à sorte num papel vazio...
Palavras lançadas de modo inconsciente e frio...
que qualquer um usava...
Amontoados de livros bolorentos que apenas falam de amor...
Uma eterna loucura colmatada...
Por meu irracional desvairio...
Um estranho calor...
Um fogo interior...
Que com seu fumo...
Me polui os sentidos com intenso frio...
Que ousas a este meu livro acrescentar???...
Sabes porventura que palavras libertar???...
Sabes porventura quem és,
Sabes porventura quem sou,
Será que de olhos fechados...Para mim cantas???...
E da tua música, em seus ecos me vês...
És uma deusa, que se esqueceu da altivez...
És o meu ser, que perdi antes de nascer...
És o meu querer, que senti antes de morrer...
És o meu sentir, que não perdi...
Não te cheguei a encontrar...
...um sonho que desisti...
Perto de amar...
Um abraço que eregi...
Para te alcançar...
Sê mais forte que eu...
Apenas...
Sê mais crente que eu...
Apenas...
Viola minha alma, mesmo sem meu corpo tocar...
Voa para longe com meu ser...
Mesmo sem eu me ausentar...
Fica comigo num utópico sempre...
Mesmo na cumplicidade de cada momento ausente...
Fica comigo calada...
Levanta a poeira de minha enlameada estrada...
Mesmo sem escreveres...
Mesmo sem falares...
Mesmo em momentos que me ignoras...
Mesmo em momentos de fadiga irreverente...
Mesmo em momentos que minhas asas levante...
Faz de mim teu credo...
Tua fé em tua glória...
Invade-me os sentidos...
Conquista meus castelos antigos...
Traça, desenha, inventa, um rumo para minha velha história...
Darkrainbow
quinta-feira, 23 de abril de 2009
VIRTUALIDADE LIBERTINA
Essência do homem e deste seu muro...Essência de mim e do que pensas deste Mundo...
Em todo o lado está o mal...
Sou um Deus, ou mais um ser imundo...
No meu sonho, vagabundo...
Na tua realidade, em que vivo em cada segundo...
Procuras...encontras...seduzes...
Eu apenas sou procurado...
Algures encontrado...
Nas margens de um rio salgado...
Por ninguém seduzido...
Um vagalume de tenebrosas luzes...
Uma brisa que nenhum cabelo afaga...
Um leve vento, na realidade ignorado...
Sim...minto em relação ao que não existe...
Libertino em relação ao meu ser...
Sorrio apesar de estar triste...
Choro quando teu sorriso em conturbada mente subsiste...
Procuro outro ser...
Aquilo que procuras e encontras em mim...
Que possuo mas não me deixa ser feliz sozinho...
Quando tu e teu amor...
Forem minha realidade...
Afastar-me-ei destes sonhos...
Rir-me-ei contigo de pesadelos...
Viverei na insónia...
Acordado em ti...
Se esse é o meu caminho...
Aí sim...
Com minha alma, serei por ti, libertino!!!
Darkrainbow
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Este chão... esta terra
onde interiorizo meu meio,
solo presente no consentimento,
farto gerador desta semente
mitigada sem presunção,
mas adorada, sem mais não.
Velho poiso da saudade
donde avisto o esplendor,
que me envolve em felicidade,
num ambiente sedutor!...
Eficaz motor da vida,
me acolhes sem perconceito.
Eu te adoro, mesmo afligida,
pois a ti estou sujeito!...
Eu te abraço, desde sempre!
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Ouço-te...

Ouve-me!

Sem vida…
Já não te sinto
O peito ofegante
Este é outro ar qu’inspiro
Sempre que me sinto perdida
Encosto-me ao teu sopro
Que me beija sempre
À despedida
Casuais encontros
Expostos ao mundo
Só eu e tu…
E os efeitos lunares
Na terra que se quer viva
São as causas nas encruzilhadas
E certezas re-lembradas
Na palidez triste...
A marca da aliança
Que morreu de pé
Ouve-me!
Já nasceram os rios
Que em ti naufragaram
Lembro-me ainda dos temporais
Que irrigavam os teus olhos
Tornados afogueados
À roda de mim
E dos mares esquecidos
E eu parti à descoberta
De outros sóis
E umas quantas marés
Me levaram…
sexta-feira, 27 de março de 2009
Alma e palavras
Entre labaredas
Nascem palavras,
Brilham os poemas,
No crepúsculo da alma do ser.
Barco que navega…
Farol que ilumina
Os meus olhos
Na luz dos teus…
Entre a felicidade eterna.
Ondas que aconchegam a praia
No abraço dos amantes
Que adormecem em sonhos
Ecstasy do amor...
Na loucura sã que se sente.
Oh! Como é bom sentir…
O pássaro que voa,
Asas que planam nos braços do vento
Na liberdade…
Quebrando as correntes
Das amarras do amanhecer.
A obra nasce…
Em fecundos momentos
Delineando nas letras
Pinturas permanentes
Na alma do poeta.
Fotografia - Graça Loureiro (tema - Heaven)
Agradeço o convite formulado para participar neste espaço. A todos o meu obrigado.
Tríplice
Três deusas, ouso
Três corpos, desfruto
Três almas me consomem
Ao vértice infinito superior
Estás tu, meu eterno Amor
Nas bases me chamusco
Em labaredas de engano
Triângulo recto
De incertas linhas de destino
Nele insiro as circunferências
Desatino
De tantas perdidas nas entrelinhas
As hipérboles, intrometo
As parábolas circunscritas
Nas paredes do triângulo
É questão de geométrica
Da tríplice forma de ser
Três deusas, esconjuro
Não vejo nelas… futuro
Nem forma de todas ter
As três, no vértice cimeiro…
Do triângulo…
sábado, 21 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
Anseio
domingo, 8 de março de 2009
Ocupação
Ide pés cruzados,
nas pernas estendidas,
escrevo o corpo
recostado
sentado na sala
oiço agora a água a correr
Francisco Coimbra
Um corpo que fala
De uma noite
Que não foi
Um corpo
Um lavar da alma
Que sofre
E se estende
Num espaço findo
Dolores Marques
II
se não falar dele,
se ele não se manifestar,
o corpo quase passa desapercebido
como dizer o corpo
sem o descrever
na posição ocupada?
Assim (F.C.)
Foi-se com um beijo
Falou o corpo
Um olhar esquecido
Numa estrada
Sem nome
A dar ao corpo
E sofre....
Por não ser...
Só ser... um corpo
Dolores Marques
http://novoolharomeu.blogspot.com/
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?t=5818 Francisco Coimbra
segunda-feira, 2 de março de 2009
Lamento
de quem pensou
te esquecer
jamais foram
apagados
pelo tempo.
Contexto
que contraria e
faz sofrer...
sortilégio
intuitivo
de um lamento!...
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
O QUE ESPERO DE TI...!!!

teu espírito latente...
sua em lágrimas com teu corpo quente...
teus olhos fugiram do Sol...
Que grita por ti...
grita em temor...
Cego sem ti, eterna dor...
Teus lábios a fonte...
da nossa dança ao luar...
Sem ela se cansa num infímo horizonte...
com ela se prolonga a noite...
o sol, em cumplicidade, sabe esperar...
teu peito, uma rocha, em meu gelo...
Que se derrete no vulcão de minha saliva...
Torrente de desejo, seiva de vida...
que refresca tua alma...
meu peito quente com teu fogo...
que me transforma em algo belo...
te inspira a recitar o que lês em minha palma...
que dilacera a tristeza...
Transparece tua sóbria beleza...
A realidade da núvem negra que me fez adormecer...
é a virtualidade da alva núvem que me faz viver...
ao exerceres sobre mim tal magia...
Não preciso acertar o velho relógio do Tempo...
Vejo em ti, a hora certa do dia...
Sinto em mim o aroma do teu vento...
Em teu ventre ouço sons,dos confins do Universo...
palpita de vida...
palpita por mim...
Sorri apenas porque ainda existe um jasmim...
Ali sorrio em teu jardim...
ali me santifico até meu fim...
vejo teu olhar em mim plantado...
Em que nada te peço...
Uma rosa da noite...
Um cristal abraçado...
Que palavras uso para te descrever?...
Palavras que ousei sonhar conhecer...
Que palavras percorrem a minha língua...
E tocam o arco de teu delicado pé...
Que palavras me entalam...
Me fazem estremecer...
Me secam a garganta, os dedos, a mente...
Que cruz é essa em teus lábios???
Será minha fé...
Após a escuridão...
serás meu amanhecer...
Teu respirar transparente...
Mesmo ausente... me encanta...
Acordo em segredo...
Acordo em teu medo...
Neste Céu apenas...
Tua núvem branca...
DARKRAINBOW
sábado, 21 de fevereiro de 2009
A Outra Face do Mundo
Em ser mais
Que um simples sonho
É a vida que se entrega
Nos meus olhos
E se perde nos caminhos
Tristes e singelos
É o meu grito!
Um sinal que se estende
Para lá de um olhar
É a dor presente!
E são pétalas raras
Que se resguardam
Na imutável face
De um sorriso rasgado
Sou um tempo perdido
Gastei-me num momento
E no real infinito,
Através de um olhar presente
E eu gasto-me nos gestos
Para me dar inteira a ti
Não vês o que te espera
Há um trilho que se quer
Alargar na despedida
Não sei se te vi a ti
Ou se os meus olhos
Te inventaram
O outro lado do mundo
Os sonhos perderam-se!
Não te vi sequer a correr
Para o lado de cá
Ficaste na margem
Que se quer perdida por aí
E eu retornei a casa
É a minha morada
Aquela que eu sei
Porque já a vi!



