terça-feira, 18 de novembro de 2008
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Correntes Vadias e as Musas do Tempo
Secaram as nascentes que alimentavam as rosasEsqueceram-se dos rios que transbordam o meu jardim
Um amor carpido nos caminhos do céu
Pinta as novas flores em folhas de jasmim
Já repicam os sinos...
À terceira badalada acordam as estrelas
As fases lunares são musas do tempo
Serenatas mistas...regalo dos mares
Perdem-se neste rio sem fim
Abrem-se as cores de um novo céu
Quebra-se o encanto
Devaneios e loucuras são um sonho errante
Avista-se daqui a simulação do desejo
Reparte com o mundo a melhor fracção do momento
Abrigo-me no deserto do tempo
E a água das rosas perde-se nas areias movediças
Beijos lunares carecidos de afectos
Molham-me a face rosada
Traem-se no seu genuíno anseio
Centelhas vazias amansam o calor da emoção
Amores que se espantam
E cios agonizam nos momentos de silêncio
O espírito acorda o perfume das rosas
Um jardim que se encanta com poemas e prosas
Adormecem os ecos do vento que passa
Amaciam as roseiras em flor
Quebra-se esta monotonia
E a corrente de beijos
Corre vadia...rega as pétalas da sede de amor
Mª Dolores Marques
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Partida
Não sinto.Não consigo explicar
a sensação
indiferença?...
E o medo?!
Flutuo perdida
num dia
de desespero
a espera que não quero.
A musica vem até mim,
uma lágrima pelo desencontro,
solidão sem rumo,
um espelho no charco.
Um segredo na noite,
o olhar perdido
Genesis
a diferença está numa flor
as papoilas ultrapassam-me...
Partir para onde?
As ruas estão cheias de vagabundos
a música impede-me de correr
até ao mar,
o Sol incita-me
a
pre-ma-ne-cer.
Mas como?!...
Não chega
o mar nos olhos
de alguém
com muita ternura
nas mãos...
Eu quero o Mundo
e
quem me entenda
porque
eu não consigo.
Searas Encantadas
Lírios brancos em tons de luas
Alfazemas da cor do céu
Searas cismadas
Com o dourado do sol
Uma planície distante
Adormece junto ao mar
Alcança a terra dos sonhos
Alimenta-se da luz do luar
Rosas rubras caiem pelo chão
Espigas cheias...
Encantam-se com a brisa que passa
Tecem as malhas no calor da paixão
Choramingam orquídeas roxas
Em troca de um favo de mel
Inspiram a terra molhada
E saciam a sede com pétalas de cristal
Mª Dolores Marques
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Por mim...

Por mim não chorem
De mim não desistam
Porque eu nunca vou desistir de ser quem sou
Eu gargalho sem vergonha alguma
Com desprezo por esta coisa que chamam vida
Os ombros encolho quando no chão estou caída
E cara levantada sorrio e gargalho
Deste poço em que nasci – VIDA
Por mim não chorem
De mim não desistam
Porque eu nunca vou desistir de ser quem sou
Teimosamente DIGNA
Tenho garra
Esgravato até à alma ao nascer de cada dia
Até as unhas sangrarem lágrimas doridas
Teimosamente digna eu sou
Chamem-me o que quiserem
Por mim não chorem
De mim não desistam
Arranhada chego ao fim de cada dia
Quero lá saber
Na dor sou mestra
No renascer destemida
Por isso me chamam de altiva
Nas minhas certezas me calo
No saber do meu EU me silencio
Sei até onde sou capaz
Destemidamente não me renuncio
Por mim não chorem
De mim não desistam
Riam …gargalhem comigo
Esta vida não merece mais nada
De mim não desistam
Porque eu nunca vou desistir de ser quem sou
Eu gargalho sem vergonha alguma
Com desprezo por esta coisa que chamam vida
Os ombros encolho quando no chão estou caída
E cara levantada sorrio e gargalho
Deste poço em que nasci – VIDA
Por mim não chorem
De mim não desistam
Porque eu nunca vou desistir de ser quem sou
Teimosamente DIGNA
Tenho garra
Esgravato até à alma ao nascer de cada dia
Até as unhas sangrarem lágrimas doridas
Teimosamente digna eu sou
Chamem-me o que quiserem
Por mim não chorem
De mim não desistam
Arranhada chego ao fim de cada dia
Quero lá saber
Na dor sou mestra
No renascer destemida
Por isso me chamam de altiva
Nas minhas certezas me calo
No saber do meu EU me silencio
Sei até onde sou capaz
Destemidamente não me renuncio
Por mim não chorem
De mim não desistam
Riam …gargalhem comigo
Esta vida não merece mais nada
terça-feira, 11 de novembro de 2008
É só... uma oração
Neste fim de tarde chuvoso, tacho ao lume com planos de melhor conseguir a ganhar tempo para nada falharNeste fim de tarde caí chuva miúda, parece que salpica gotas de MUDANÇAS
Vigilância repartida entre o fogão e o ecrã, nasce uma oração
Que eu seja o orgulho que quem perde
Que em mim se faça a vontade de CONSEGUIR
Que eu seja a folha virada de um livro qualquer
Que em mim se faça a CORRECÇÃO de uma qualquer leitura
Que eu seja a força desdobrada
Que em mim se faça a desdobra da CALMARIA
Que eu seja a roldana que tudo eleva
Que em mim se faça a FORÇA de nada querer
Que eu seja o sonho real
Que em mim se faça a REALIDADE sonhada
Que eu seja a palavra certa no momento oportuno
Que em mim se faça a oportunidade INESERADA
Que eu seja a mão fortaleza
Que em mim cresça a fortaleza INVENCIVEL
Que eu seja o grito da convicção
Que em mim se faça a certeza INDESMENTIVEL
Que eu seja a força que desbrava
Que em mim nasça a braveza de VENCER
Para CONSEGUIR a CORRECÇÃO em CALMARIA e com FORÇA vencer a REALIDADE tão INESPERADA e traidoramente INVENCIVEL de forma INDESMENTIVEL VENCER e poder gritar até doer eu ainda aqui estou e uma vez mais venci-te VIDA
Adeus
domingo, 9 de novembro de 2008
Menos um...amanhã

- Rapariga diz alguma coisa, chora ao menos, pelo menos sente raiva…não guardes as coisas assim para ti, sofrer dessa maneira e sem reagir isso não é normal
Disseram-me com voz de conselho em tom sabedoria
Nada respondi, de olhos silenciosos sorri
Neste AGORO que vivo, que até não é de todo desconhecido
Não preciso de nada falar…nada tenho para falar
Vou dizer o quê … que perdi uma vez mais por mãos que não foram as minhas???
Perdi realidades por escolhas que por mim não foram feitas???
Grande coisa isso até não uma descoberta…é simplesmente um AGORA igual a outros AGORAS
Chorar… carambas acham que vou dar de bandeja aquilo que me sobra???
Já que tudo sempre perco pois então…que ao menos fique com as lágrimas para mim…essas eu não dou nem deixo fugir
Sentir raiva do quê…só se fôr porque estou viva
Estar viva é uma grande chatice…cansa, satura e é repetitivo
Não vejo qual o interesse nisso
Sofrer…quem lhes disse que sofro???
Sofrer é para quem ainda consegue sentir
Sofrer é perder ou procurar alguém ou alguma coisa
Estou altiva na minha imunidade
Estou segura daquilo que sou capaz
Não quero saber do DEPOIS
Basta-me saber que o Hoje é menos um AMANHÃ
Disseram-me com voz de conselho em tom sabedoria
Nada respondi, de olhos silenciosos sorri
Neste AGORO que vivo, que até não é de todo desconhecido
Não preciso de nada falar…nada tenho para falar
Vou dizer o quê … que perdi uma vez mais por mãos que não foram as minhas???
Perdi realidades por escolhas que por mim não foram feitas???
Grande coisa isso até não uma descoberta…é simplesmente um AGORA igual a outros AGORAS
Chorar… carambas acham que vou dar de bandeja aquilo que me sobra???
Já que tudo sempre perco pois então…que ao menos fique com as lágrimas para mim…essas eu não dou nem deixo fugir
Sentir raiva do quê…só se fôr porque estou viva
Estar viva é uma grande chatice…cansa, satura e é repetitivo
Não vejo qual o interesse nisso
Sofrer…quem lhes disse que sofro???
Sofrer é para quem ainda consegue sentir
Sofrer é perder ou procurar alguém ou alguma coisa
Estou altiva na minha imunidade
Estou segura daquilo que sou capaz
Não quero saber do DEPOIS
Basta-me saber que o Hoje é menos um AMANHÃ
Breve nostalgia

Penso-te
em melodias antigas,
breve anoitecer sem lua
a memória dos teus dedos
no meu corpo
nu
o olhar que se demorava
no meu
de todas as cores,
arco-íris sem chuva.
Penso-te em tons de azul,
verde,
cor da saudade que evito
nas noites
que invento contigo
neste tentar resistir
à dor
nesta aparente
indiferença.
neste fingir
não sentir
quando te encontro
e me olhas
ou
simplesmente
quando te lembro
como agora...
Tenho que te esquecer...
...e tu ainda me lembras?
em melodias antigas,
breve anoitecer sem lua
a memória dos teus dedos
no meu corpo
nu
o olhar que se demorava
no meu
de todas as cores,
arco-íris sem chuva.
Penso-te em tons de azul,
verde,
cor da saudade que evito
nas noites
que invento contigo
neste tentar resistir
à dor
nesta aparente
indiferença.
neste fingir
não sentir
quando te encontro
e me olhas
ou
simplesmente
quando te lembro
como agora...
Tenho que te esquecer...
...e tu ainda me lembras?
Esconderijo
Onde me escondiaNão sei de quê
Nem de quem
Talvez de nada!
Como será que via o mundo e a vida
Nessa cabana fechada de arbustos
Tão pequena que me curvo para entrar?
Mas, imensamente fantástica, para sonhar!
Refugiava-me para fugir de castigos (pura invenção)
Uso um paletozinho de lá e limpo o nariz na manga
Depois de repetir várias vezes, fica todo vitrificado!
As indagações não versavam sobre o mundo, a vida...
Ou teologia... Tudo pela insensatez, resolvido...
E com aquiescência da ingenuidade do desejo.
Ulysses Laluce
http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=59165
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
A Outra Face
Imagem de Jet
Existo mas não sinto
Ficou-se pela mão do destino
Ficou-se pela mão do destino
Choro e não me escorrem as lágrimas
Secaram as nascentes
Perdi-me dos rios que correm para o mar
Encontro-me no limiar de um sonho
Sou eu neste paradoxo
Entre a realidade e a ficção
Mas sou eu sempre
Existindo e acontecendo...
Encontro-me sempre por aí
Em corpo presente
E no silêncio de mim
Desvendo a outra face
Aquieto-me em ondas de cristais
Acendem-se os caminhos que percorro
As visões sobrepõem-se a mim
Num só momento
Mas volto a ser eu
Nesta existência que se estende
No vácuo inexistente
Mª Dolores Marques
Secaram as nascentes
Perdi-me dos rios que correm para o mar
Encontro-me no limiar de um sonho
Sou eu neste paradoxo
Entre a realidade e a ficção
Mas sou eu sempre
Existindo e acontecendo...
Encontro-me sempre por aí
Em corpo presente
E no silêncio de mim
Desvendo a outra face
Aquieto-me em ondas de cristais
Acendem-se os caminhos que percorro
As visões sobrepõem-se a mim
Num só momento
Mas volto a ser eu
Nesta existência que se estende
No vácuo inexistente
Mª Dolores Marques
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Titulo??? Alguém que o ponha...
Deitada na cama, bebo uma caneca com chá, enrolo um cigarro e sorrio e recordo os tempos em era estudante, para poupar uns trocosOlho para o ecran branco que por mim espera
Quero escrever…quero muito escrever
Mas dentro de mim nada tenho de sentimento
Não é vazio…esse conheço de ginjeira…em tempos fomos companheiros
Apenas não sinto…nada sinto
Não me afogo em raiva
Lágrimas não as sinto
Tristeza não pressinto
Rir não consigo
Escrevo….deleto
E volto a escrever…para deletar novamente
Mais um golo de chá e ajeito o edrdon e almofada
Volto a escrever e continuo a não sentir nada
Igual a uma casa
Sem moveis, sem cheiros, sem barulhos…sem nada
E que é largada pelo dono ao rodar a chave pela ultima vez
Não sinto nada
De Loucos Todos Temos Um Pouco
Nestes lamentos
Que me consomem
Com o passar do tempo
Chora-me a alma
De não saber como ser
Neste mundo alucinado
Que me consomem
Com o passar do tempo
Chora-me a alma
De não saber como ser
Neste mundo alucinado
Onde me deito
E ajeito
Gostava de saber voar
E levar-te a ver as estrelas
Talvez o seu brilho
Te banhasse
E te ajeitasses no meio delas
Só elas entendem este meu jeito
De não ser o ideal perfeito
Para entender
Os rostos alienados
Que afluem neste paraíso
Onde todos de loucos
Temos um pouco
Deixem-me ser também
Um pouco de gente
Neste mundo
Que é mundo perdido
Por nem saber
Como ser louco
Mª Dolores Marques
E ajeito
Gostava de saber voar
E levar-te a ver as estrelas
Talvez o seu brilho
Te banhasse
E te ajeitasses no meio delas
Só elas entendem este meu jeito
De não ser o ideal perfeito
Para entender
Os rostos alienados
Que afluem neste paraíso
Onde todos de loucos
Temos um pouco
Deixem-me ser também
Um pouco de gente
Neste mundo
Que é mundo perdido
Por nem saber
Como ser louco
Mª Dolores Marques
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Sou vida, sou poema, sou arte
Nunca existi, pertence ao passado
Agora sou vida, sou poema, sou arte
Que rasga o ar invernal
Vaga sofregamente
O meu manso mar
Rompe a fronteira do imaginário
E desagua… ai no teu revoltoso mar
Sente a aragem adocicada
Deste meu sopro infindável e real.
Respira a nostálgica maresia
Aspira a doce liberdade
Dessa onda gigantesca
Que te sulca a pele
Fazendo-te desfalecer
Na mansidão do luar
Espreita-me a alma
Conhece-me……abraça-me.
Liliana Maciel
Agora sou vida, sou poema, sou arte
Que rasga o ar invernal
Vaga sofregamente
O meu manso mar
Rompe a fronteira do imaginário
E desagua… ai no teu revoltoso mar
Sente a aragem adocicada
Deste meu sopro infindável e real.
Respira a nostálgica maresia
Aspira a doce liberdade
Dessa onda gigantesca
Que te sulca a pele
Fazendo-te desfalecer
Na mansidão do luar
Espreita-me a alma
Conhece-me……abraça-me.
Liliana Maciel
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Suspiro

A dor afoga as lágrimas
na memória em ferida.
Recordo-te em
olhares verdes
ternos
e fugidios.
A realidade cai
d
i
r
e
i
t
a
ao peito
entre recuos e avanços
de emoções em turbilhão.
Quisera então dizer-te,
amigo,
que hei-de estar sempre
para ti,
mesmo que
dividida,
moribunda,
a alma em ferida...
...Hei-de estar sempre aqui,
para TI.
Sempre.
na memória em ferida.
Recordo-te em
olhares verdes
ternos
e fugidios.
A realidade cai
d
i
r
e
i
t
a
ao peito
entre recuos e avanços
de emoções em turbilhão.
Quisera então dizer-te,
amigo,
que hei-de estar sempre
para ti,
mesmo que
dividida,
moribunda,
a alma em ferida...
...Hei-de estar sempre aqui,
para TI.
Sempre.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Reflexos Lunares
Imgem de Jet
http://olhares.aeiou.pt/uma_porta_para_o_infinito/foto408201.html
E os fragmentos leitosos que banham a cidade
Lançam um breve olhar às portas do sol
E o brilho da lua inexpressivo
Pétalas suaves de algodão sacudidas pela força do vento
Caem inertes na madrugada fresca do rio
Levita imutável desejo e lágrimas rolam pelo chão
Adormecem olhares, ecos difusos
Num doce beijo rente ao alcatrão
Reflexos mistos de afectos
Agitam-se no frio movimento da cidade
E o ar volta a sentir a densidade do tempo
Só o beijo da lua acorda a suavidade estática do momento
Mas fechou-se neste sol de verão
Mª Dolores Marques
Feitiços lunares matizam as cores do asfalto
Silhuetas bélicas riscam o céuE os fragmentos leitosos que banham a cidade
Lançam um breve olhar às portas do sol
E o brilho da lua inexpressivo
Pétalas suaves de algodão sacudidas pela força do vento
Caem inertes na madrugada fresca do rio
Levita imutável desejo e lágrimas rolam pelo chão
Adormecem olhares, ecos difusos
Num doce beijo rente ao alcatrão
Reflexos mistos de afectos
Agitam-se no frio movimento da cidade
E o ar volta a sentir a densidade do tempo
Só o beijo da lua acorda a suavidade estática do momento
Mas fechou-se neste sol de verão
Mª Dolores Marques
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
As vezes que morri...
Encostada no sofá oiço o cantar da chuva embalado pela música do ventoProcuro carinho na manta do seu abraço quente
Fecho os olhos, e vencida as lágrimas rolam
Quantas vezes já morri???
Não me lembro
Quantas vezes renasci???
Talvez não me queira lembrar
Olho para minhas mãos e o que tenho de meu…é tão somente os caixões em que me deito
Vitórias… essas, sorrio sempre com seu sabor tão amargo
Sinto o calor da manta que me enlaça como num feitiço
Penso no DEPOIS…e fecho os olhos
Acho que não quero mais saber de voltar a morrer
Eu sei que vou voltar a nascer SIM
Ahhhh como vou voltar a nascer
Mas esse nascimento que seja para mim eternamente infinito
Traços atávicos

Encosto-me na cadeira
olho o horizonte,
cai em mim a paz da aldeia
num entardecer lento
e fresco
a lembrar os últimos dias de Agosto.
Tento afastar-te da memória,
concentrar-me no percurso de uma formiga,
nos sons que me chegam devagar,
nas pedras de granito
à minha volta,
num pássaro
que insiste em chilrear
perto de mim.
Os cães reclamam a minha atenção,
a família chama-me...
...Mas eu não estou:
viajo em segredo,
nua,
despida com ternura,
de olhos rasos de água...
olho o horizonte,
cai em mim a paz da aldeia
num entardecer lento
e fresco
a lembrar os últimos dias de Agosto.
Tento afastar-te da memória,
concentrar-me no percurso de uma formiga,
nos sons que me chegam devagar,
nas pedras de granito
à minha volta,
num pássaro
que insiste em chilrear
perto de mim.
Os cães reclamam a minha atenção,
a família chama-me...
...Mas eu não estou:
viajo em segredo,
nua,
despida com ternura,
de olhos rasos de água...
Na janela do devaneio
A lua prateada apaga-se
No pardacento da noite
Os sentires transmutam-se
Na saudade perene
Os pensamentos voam
Os sonhos aparecem
Na janela do devaneio
Do meu olhar ardente
Na melodia das palavras
Das notas poetadas
De uma canção sufocante
De mim simples mortal
Perco-me na intemporalidade dos sonhos
Dos quereres asfixiantes
Nesta noite Outonal
Onde o nada é tudo
Na imaginação de ti
No sufoco de mim
Só eu e o ilusório imaginado
Neste poema delineado
Pela alma privada
Que sente como gente
Liliana Maciel
No pardacento da noite
Os sentires transmutam-se
Na saudade perene
Os pensamentos voam
Os sonhos aparecem
Na janela do devaneio
Do meu olhar ardente
Na melodia das palavras
Das notas poetadas
De uma canção sufocante
De mim simples mortal
Perco-me na intemporalidade dos sonhos
Dos quereres asfixiantes
Nesta noite Outonal
Onde o nada é tudo
Na imaginação de ti
No sufoco de mim
Só eu e o ilusório imaginado
Neste poema delineado
Pela alma privada
Que sente como gente
Liliana Maciel
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Um Novo Céu dos Poetas
Da minha janela aberta para o mar
Invento um novo céu dos poetas
A liberdade dos sonhos livres
Está mesmo ali para mim
E eu não sei para onde vou
Extasiados neste mar acordam os astros
E na terra dormem já as novas estrelas
Trouxeram um céu aberto junto com elas
Os tempos trasladaram os poetas
Desvendam nas funduras
Invento um novo céu dos poetas
A liberdade dos sonhos livres
Está mesmo ali para mim
E eu não sei para onde vou
Extasiados neste mar acordam os astros
E na terra dormem já as novas estrelas
Trouxeram um céu aberto junto com elas
Os tempos trasladaram os poetas
Desvendam nas funduras
Naus perdidas, caravelas desviadas
Jardins alheados de outros sóis
Querubins entristecidos
E o foco da lua cheia não sabe o que isso é
Jardins alheados de outros sóis
Querubins entristecidos
E o foco da lua cheia não sabe o que isso é
Mª Dolores Marques
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