quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Brisa de Outono

As lágrimas que se gastam
Nas fronteiras do silêncio
Cobrem-se de gotas de orvalho
E adormecem as aragens frescas
Que descem sobre os telhados

Contidos os temporais
Adoçam-se nas correntes
Mornas do Outono
Tonificam as folhas secas
Que se despem da primavera

Os raios de sol recolhem-se
Enxugam os templos
Que choram as preces sazonais
Ouvem-se os sinos nas encostas
Cantam hinos às cegas

Amansam os rituais…


Mª Dolores Marques

Canção Amiga

As imagens
passam rápidas
e absorventes,
os campos verdes
os cavalos livres,
no
rio
o sol
nas
lágrimas
de olhos fechados,
o tentar não pensar,
o

na
garganta,

sei a urgência das lágrimas
em desespero
de libertação

sei a música
uma flor sempre amarela,
de uma amiga
uma canção.

AnaMar

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Encontra-me neste poema


Fujo de mim e alcanço-te
nesse poema magoado
e no doce calor do sol que me invade
com aromas de quietude suprema
procuro-te
Vem amiga, encosta-te a mim
transporta a tristeza
que te invade e vem…
sente a audacidade brincalhona
dos raios solares
entoando melopeias ancestrais
Vem delicia-te com as harpas celestiais
perfundindo-se nos poros da alma
Desfalece nesta suavidade
magnética que nos consola
Sente as ondas espumosas
rebolando de mansinho
no calhau secular da praia
e enche o teu olhar neste som feiticeiro

Vem nas asas do sonho até mim
neste poema escrito para ti

Dou-te toda a paz que neste momento sinto,
salta o imaginário e vem amiga , livre...

Liliana Maciel

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Alheamento

Move-o o desejo...
Sentimento que despeja ao sol
A lua gasta-se no seu corpo
Resvala num suspiro

Tresmalhado, confunde-se
Nesta míngua de viver...

Alheio a tudo e a nada
Serena nos ventos áridos
E deita-se nas ruínas gastas
Que outrora viu nascer

Regressa ávido de prazer

Mª Dolores Marques

domingo, 5 de outubro de 2008

Desérticos áridos

Desérticos áridos
em sentimentos orvalhados
de afagos carentes
dessa multidão de gente
solitária, vazia
de tudo e do nada
em mentes enraivecidas
em corpos tensos
gastos pela erosão do tempo
dos momentos tempestuosos
de ser

Reflexos nos olhares
amedrontados
de labirintos perdidos
em energias fragmentadas
na procura do térreo prazer

Cegos deambulam
na calçada existencial
escassos em aromas prazeiros
que enaltecem
a transcendência do viver

Vagueiam simplesmente
na ânsia de não sofrer

Liliana Maciel

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Folhas de Outono


Palavras
soltas
sinónimos
de sabores
controversos diluídos
(in)definidos os odores
inesquecíveis
do impressionismo surreal
em abstracto
tom
musical
rápida a sombra
poema
sem
tempo
romance
sem momento
diário
sem
fim.

AnaMar


Correntes Vadias

Bebo dessa leveza transcendente

Sacio o meu corpo com as cores da paixão

Banho-me nas marés que abrigam os vendavais
Lavo a alma. entrego-a nua...a ti

As lágrimas que por ti chorei

Envolvem-me num manto leve

As areias do deserto

Absorvem esta corrente quente

E abrem-se a novas tempestades

Encontram-se já nas proximidades de nós
Anuncio um voo lento...Levo comigo a solidão

O sol alonga-se na quietude do meu corpo

E desfalece na fluidez de uma longa estrada

Cativo de um rosto sem nome

Resguarda-se e amansa os espasmos da loucura
Esbarro-me com o tempo e dispo-me na lua
Canto-te uma nova poesia

Mas não sinto a imolação do desejo
Deito-me nessa corrente vadia

Denuncio-me num novo tema

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Transformação


O silêncio das palavras
fala de traços confusos
de sentimentos mudos
aprisionados no corpo
enfraquecido pela ilusão
selvática da paixão
iludindo a dor do afecto

Gestos autónomos
emergem do tempo
em telas memoriais
pintam traços coloridos
desbotando
o cinzento da ilusão

Algo permanece
imutável…..o amor
a força motriz da maturação
de sermos gente
singulares na nossa similitude
no todo em transformação

Liliana Maciel

Colorindo a Paixão

A vida que se quebra no silêncio das palavras
deixa traços em branco
até que se ame o corpo enfraquecido
e se dispa da dor de amor...
e esvai-se... colorindo a paixão
com traços leves de mão

Mª Dolores Marques

A Marca Indelével


quem tem da emoção uma canção no sangue
consegue deixar a marca indelével
das palavras com vida

é alguém que nos convida a mais
a uma vida provida

onde amor e calor do corpo amais sentido.!.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Ilusório do tudo

Estes encontros
e desencontros
de personas
alienadas
por
passados enegrecidos
fincados como espinhos
no seu ser menino
crescendo em âmagos
desequilibrados
alucinados
sôfregos do nada
ilusório do tudo

Deambulam no tempo
como
soberanas realezas
manipulando seus súbitos
ao sabor da loucura
e da prepotência

Ah! corja de mutantes
intragáveis
Que quereis de nós?
Liliana Maciel

domingo, 28 de setembro de 2008

Inconstâncias

Imagem de Bárbara Elias
Estes sonhos
que se escondem
e se diluem
na efemeridade
do tempo

Esta certeza
de sermos
numa existência
que aguarda
pelo fim de tudo
dentro de um nada

Esferas toscas
em abertura de consciência
e devolvermo-nos
identidades
Personas em pessoas
gritos e devaneios

Inconstâncias
vidas que caem nas malhas
de loucuras impacientes
transcendem-se
e distam-se das demais

Excessivos em lamentos
corja de mutantes
que se perdem no absurdo
indecoroso dos actos
Estes encontros
e desencontros
equidistantes...
formais...

Mª Dolores Marques

Eterna transcendência

Miragem de nós
no tempo intemporal
na existência efémera
do ser mortal

Da certeza única
da eterna transcendência
de sermos gente
simplesmente…

Gente carente
Ávida de sentires
na diferença
do sobreviver e do existir

Sonhos ansiados
impressos no tempo
de mim, em ti, em nós.
do que sou,
no que és....sempre
Liliana Maciel

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Miragem de Nós

Falo-te de todos os momentos
Que me deturparam
E dos sonhos
Que me denunciaram

Falo-te das vivências
Que esquecemos
Quando olho o horizonte
E me fixo num ponto...

Deixo-te um registo de mim
Do que fui e do que sou

Esta miragem de nós
Ânsia de ser
Por tudo o que existe
No céu e na terra
Onde sou eu, e tu
E somos nós

Mª Dolores Marques

Falas-me de quê?


Falas-me de mim
de ti, de nós
dum sonho
que já se foi
dum tempo
que já não está
dum passado
que se dissipou
e á orla lamacenta
regressou

Falas-me dum sonho
inacabado
do passado presente
de ânsias revividas
de desejos mantidos

Falas-me de quê
minha amiga, de mim, de ti, de nós

Liliana Maciel

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Diluído no Tempo

Acalentado
Pelas marés vivas
Dum mar tempestuoso.

Esquecido do mundo
Como um por do sol
Que se esconde no horizonte

Diluído no tempo
Foi indiferente...
Um sonho...

Mª Dolores Marques

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Quero a chave dos segredos


Quero a chave dos segredos
Onde tu danças contente
Na soleira do imaginário
Para lá do firmamento

Quero a chave dos segredos
onde tu afagas o destino
como o mar abraça o rio

quero a chave dos segredos
tal Harry Potter sedento
de descobrir a magia
que nos faz ser gente
e entrar com pés firmes
pelo teu invulgar sorriso
que se abre
como o portão do paraíso

Ah! com queria a chave
de todos os segredos
mergulhar no teu eu
e descobrir o que o faz
tão transcendente

Será que ma podes dar?

Dueto Liliana Maciel/Carlos Soares em Luso poemas

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=51388

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Amizade no Universo dos Sentires

Eu sinto
tu sentes
nós sentimos
no universo
dos sentires
dos encontros
predestinados
neste mundo
de paralelos
mesclo de significados

Eu circundo
os nossos sentires
o que me faz ser
num mundo
de autenticidades
fragmentadas
em busca do
meu outro eu
numa existência
de ambiguidades

da pétala da amizade
faremos essências florais;
da origem do sentimento
entoaremos cânticos
imperiais
Celebraremos o todo
em nós!
E o nós, será perpétuo
Renascimento
Sempre

Dueto - Dolores Marques/Liliana Maciel em Luso-poemas

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=51892

Dolores e Amor(a)

Aromas multicolores
Enraizadas em Do(lo)res
Desafiam-se empoleiradas
Em silvados caídos
Sob(re) fragas soltas desiguais...

E o amor(a) - distinta conexão
Que em tudo põe vermelho cor(ação)
Descarrila em linhas cruzadas
Num qualquer Setembro de emoção...
Fruto imperfeito e doce torpor
É dor(mente), no exacto momento
Do "sim meu amor"

Dueto - Dolores e Amora em Luso-poemas

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=51753

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Saudades de Ti

olhos feitos de rosas
e sabor a mel
quando se deitam
nos teus...

florescem madrugadas
de sois....
e sonhar, Assim...
um corpo junto de mim

Saudades de Ti...

Dolores Marques